A Garota na Teia de Aranha – Millennium 4

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    Livros da série Millennium:

  1. Os Homens Que Não Amavam As Mulheres
  2. A Menina Que Brincava Com Fogo
  3. A Rainha do Castelo de Ar
  4. A Garota na Teia de Aranha
A Garota na Teia de Aranha – Millennium 4

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A Garota na Teia de Aranha (Millennium, #4) goodreads
de
Publicação: em 2015
Gêneros: ,
ISBN: 9788535926101
Título Original: Det som inte dödar oss
Páginas: 472
Tradução: Fernanda Sarmatz Akesson, Guilherme Braga
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Capa original

[capa]

Depois desse tempo todo relutando em pegar esse livro para ler, o terminei, e essa fangirl insana de Millennium que vos fala está se sentindo imensamente vazia.

A revista Millennium está passando por dificuldades. Já faz muito tempo que teve um grande furo de reportagem e seus métodos um pouco antiquados de fazer jornalismo andam sendo questionados  nesse mundo amplamente digital em que vivemos hoje em dia, tanto que o veículo corre risco de ser vendido para o Grupo Serner e perder muito de sua identidade. Mikael Blomkvist também anda sendo questionado como jornalista, já que não teve nenhum outro estouro depois do caso Zalachenko e parece um pouco “velho” para seu ramo; no entanto, um grande cientista sueco, Frans Balder, entra em contato com ele para revelar uns segredos da National Security Agency (NSA – Agência de Segurança Nacional) dos Estados Unidos. Então Mikael descobre que, claro, mais uma vez a vida pôs Lisbeth Salander em seu caminho. Nessa trama de assassinatos, segredos industriais e cibernéticos, a série Millennium tem seu grande retorno após a morte de seu criador Stieg Larsson.

Lisbeth acordou atravessada na imensa cama de casal e lembrou que tinha sonhado com o pai. Um  sentimento ameaçador a envolvia como um véu. Pág. 117

Eu realmente estava com dor no coração pra ler esse livro por dois grandes motivos: estava com medo de esperar eternamente pelo próximo (como eu disse aqui, o sucesso desse quarto volume da série foi tanto que confirmaram um quinto livro escrito pelo mesmo autor) e não foi o Stieg Larsson que escreveu (dããã). Vou explicar melhor. O quinto livro foi confirmado, mas pelo tempo que esse quarto volume demorou pra sair depois da morte do Larsson (esse gênio faleceu em 2004, o último livro da trilogia original saiu em 2007 no Brasil e o quarto volume é do fim do ano passado), você já vê por aí que o quinto vai demorar mais uma eternidade pra sair, e se tem uma coisa que eu sou é ansiosa ainda mais depois do fim do livro, que foi incrível. O segundo motivo parece meio óbvio, mas não é. Como você que está me lendo deve bem saber, eu sou perdidamente apaixonada pela série Millennium, que entrou na minha vida até tardiamente, mas no tempo certo. Enfim, David Lagercrantz tinha uma responsabilidade imensa não só comigo, mas com todos os fãs de Millennium do mundo, porque ele nunca tinha escrito romances e foi com muita luta que o pai e o irmão de Stieg Larsson conseguiram ceder os direitos da obra para ele continuá-la; aí você pensa “poxa, o cara pode simplesmente cagar tudo, acabar com tudo”. Ele poderia ter errado a mão e destruído o sonho de muita gente continuando a série, e vou confessar aqui que quando eu terminei de ler o livro, tive uma vontade muito grande (de verdade) de chorar de felicidade e alívio, pois o trabalho que ele fez é digno de palmas. É ao mesmo tempo uma obra característica dele, mas com elementos e homenagens ao estilo de Larsson que não deixaram nada a desejar. O cara não destruiu a minha personagem favorita de todos os tempos! Meu deus, que alegria infinita! (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)

– Você por acaso está louca?
– Provavelmente um pouquinho, sim – ela respondeu – Tenho problemas de empatia, sabe. Não consigo controlar meus impulsos violentos. Essas coisas. Pág. 222

Quanto à história, é característica de Millennium. Tem suspense, tem vários tapas na cara ao longo da história, tem informações que a maioria das pessoas não conhece (tipo curvas elípticas e computadores quânticos) e tem conspirações mil. Ele segue a mesma fórmula dos três outros livros, em que o começo é um pouco aleatório, mas aí algum rompante acontece para dar início à uma série de acontecimentos e o livro só vai ficar bom mesmo – a ponto de a pessoa não conseguir dormir se não ler – lá pelo meio. Achei que Lagercrantz conseguiu capturar a essência de todas as personagens da mesmíssima forma que Larsson fazia, a ponto de você se ver sorrindo com a inteligência de Blomkvist e as tiradas da minha deusa maravilhosa rainha Lisbeth, além de claro, trazer personagens importantes dos livros passados. Devo admitir que a conspiração desse livro só fará sentido mesmo se o leitor prestou bastante atenção às nuances dos outros livros. A narrativa é muitíssimo parecida com a do autor original, mas sem soar falsa, como uma imitação. Como eu disse antes, Lagercrantz tem estilo próprio e deixa isso bem claro nas páginas de A Garota na Teia de Aranha. Quanto ao título do livro, ele faz mais sentido em inglês “The Girl in the Spider’s Web”, pois Spiders é o nome de uma organização criminosa de hackers no livro, e Web faz alusão à rede internacional de computadores à qual todos nós estamos ligados, e Lisbeth é uma hacker.

Mikael Blomkvist era uma pessoa que andava de mãos dadas com a lei. Em muitos sentidos, um cidadão-modelo, e se havia alguém que conseguia arrastá-lo para o território do proibido, esse alguém era Lisbeth Salander. Pág. 290

Por último, mas não menos importante, preciso ressaltar que não é uma leitura independente. Para entender todos os acontecimentos presentes nesse quarto volume, o leitor necessita sim ter lidos os outros três livros da série, o que não é sacrifício nenhum, já que eu falo para todas as pessoas que me conhecem e digo e repito aqui no blog que Millennium é a melhor série de livros que eu já li. Quero agradecer muito a todos os envolvidos com a produção desse livro, pois ele é um alento ao fãs da série, que perdeu seu criador tão cedo, e poderia ter ficado somente no terceiro volume; mas nós leitores/fãs, o pai, o irmão de LarssonDavid Lagercrantz e muito mais gente, fizemos esse livro tomar forma, e se o universo permitir, Millennium só vai acabar no seu décimo volume (e se depender de mim, pode ter muitos volumes mais), como Stieg Larsson queria desde o começo! 

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