O Teorema Katherine

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O Teorema Katherine

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de
Publicação: em 2013
Gêneros: ,
ISBN: 9788580573152
Título Original: An Abundance of Katherines
Páginas: 304
Tradução: Renata Pettengill
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Capa original

Colin era uma criança prodígio e está em crise agora que se formou no ensino médio. Não bastasse a perspectiva de um futuro nada promissor, ele ainda tem que lidar com o fora que levou da Katherine XIX (sua 19° namorada chamada Katherine). Hassan ao ver que o melhor amigo não está nada bem, chama Colin para uma viagem de carro sem destino para que ele possa se distrair e pensar em alguma coisa, qualquer coisa, além de Katherine.

[capa]

Eu tive os seguintes grandes problemas com esse livro: Colin, as notas de rodapé, os anagramas e os diálogos. Eu li um livro e 1/3 do John Green (li todo A Culpa é das Estrelas e 1/3 de Alasca) e tô acostumada a histórias simples com mensagens fantásticas e diálogos geniais, jamais imaginei encontrar algo que passa a quilômetros disso. O Colin de 17 anos me lembrou muito a Cibele de 12/13 anos, reclamando de tudo e achando que seus problemas são os maiores do mundo, mas apesar de conseguir me identificar, não gostei do Colin. Acho que tudo tem limite, até mimimi. Ele faz muito drama porque costumava ser uma criança prodígio e hoje é “só” um adolescente normal e mais drama ainda pelas Katherines. Suas DEZENOVE namoradas chamadas Katherine terminaram com ele em determinado momento e o último término é o que ele passa boa parte do livro remoendo.

“Quando se tratava de garotas (e, no caso de Colin, quase sempre se tratava), todo mundo tem seu tipo. O de Colin Singleton não é físico, mas linguístico: ele gosta de Katherines.”

As notas de rodapé eram em sua maioria desnecessárias e muitas delas eram apenas “mais sobre isso adiante”. Pra que uma nota de rodapé avisando que não vai falar sobre isso agora? Adoro anagramas, mas os do livro eram jogados aleatoriamente e não tiveram um propósito, eram só características de um personagem irritante, portanto acabaram se tornando irritantes também.

Esse é um daqueles livros que é muito difícil traduzir não só pelos anagramas, mas pela linguagem excessivamente coloquial com expressões americanas comuns, mas que em português não fazem o menor sentido. Abaixo uma frase pra exemplificar:

“(…) se continuarmos seguindo para o sul, vai ficar cada vez mais quente, e eu já estou suando como uma prostituta dentro de uma igreja.”

Sweating like a whore in church” é comum em inglês e poderia ter sido substituído por algo equivalente em português, mas em vez disso foi traduzido ao pé da letra e ficou sem sentido.

Bem, fica a dúvida se o autor perdeu a mão aqui ou se ele é tão talentoso que conseguiu criar de propósito um dos piores protagonistas da literatura jovem adulta. Durante a leitura eu queria ter abandonado o livro, mas confesso que esperei uma reviravolta ou algo que me fizesse mudar de opinião, mas não aconteceu. Se eu recomendo O Teorema Katherine? Não. Talvez exista alguém que ame esse livro, mas definitivamente não foi pra mim.

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  • Lygia
    02/04/2013 # 11:48:31

    Como foi o segundo livro do John, o achei mt superior do que Alaska, esse sim me tirou do sério. Eu gostei do “tom” que o livro carrega, e definitivamente Hassan é um dos melhores amigos da literatura.

    Concordo com a parte da tradução dos anagramas e das frases, sabia que ia ser ser um desafio nesse livro!

    Pena que não funcionou pra vc! =)

    Responder

  • Vanessa Grandin
    03/04/2013 # 08:49:05

    Já estou com esse livro em casa e vou lê-lo logo…..
    Confesso que comprei porque amei A culpa é das estrelas e quero conhecer outras obras do John Green…
    É uma pena que não tenha gostado do livro, mas quem sabe eu venha a gostar ? Espero que sim !

    Beijos !

    Responder

  • Lívia Martins
    09/04/2013 # 18:31:09

    Até que enfim uma resenha de alguém cujo gosto normalmente bate com o meu. Nem vou tentar esse livro. Tenho em inglês, mas acho que vou vender na próxima feirinha…

    Responder

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