Dope: Um Deslize Perigoso

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Sessão de Cinema

Dope: Um Deslize Perigoso

Classificação:
Título Original: Dope IMDb
Estreia no Brasil: 19 Jun 2015
País: USA
Gênero: Comédia, Crime, Drama
Direção: Rick Famuyiwa
Roteiro: Rick Famuyiwa
Elenco: Shameik Moore, Zoe Kravitz
Duração: 103 min

Desde que Dope foi lançado eu só ouço elogio atrás de elogio, mas o pôster nunca me chamou a atenção então nunca parei nem para ler a sinopse (é). Mas tudo mudou depois que eu vi The Get Down e me apaixonei pelo Shameik Moore. Ao olhar a filmografia dele vi que foi o protagonista do que mesmo? Ah sim Dope, então eu fui ver e taí a minha classificação que mostra que o filme entrou para a minha lista de favoritos.

dope

Malcom é um jovem negro do subúrbio americano que tem dois melhores amigos, sendo um deles uma menina lésbica. Eles são fascinados pelos anos 90 e usam roupas da década o que os faz parecer estranhos aos olhos dos outros alunos de ensino médio. Quando Malcom vai para um festa atrás da garota de seus sonhos, a noite dá muito errado (The Get Down tem isso também, eu sei, mas calma que o resto é diferente) e ele tem que se virar para consertar as coisas enquanto tenta arrumar um jeito de entrar para Harvard que é algo que ele sempre quis.

Filha do Lenny Kravitz e da Lisa Bonet é a garota dos sonhos do Malcom e de todo mundo.

Filha do Lenny Kravitz e da Lisa Bonet é a garota dos sonhos do Malcom e de todo mundo.

Parece clichê, parece bobo, parece mais do mesmo, mas não é. Não só por ter personagens negros em vez dos brancos que já vimos nessa história 677 vezes, mas porque Dope trata tudo isso de um jeito sensacional. O filme é muito engraçado, mas apesar disso você não fica tranquilo porque a impressão é de qualquer coisa pode acontecer em seguida, e é assim o tempo todo. A sacada da história é genial e a forma como o roteiro conseguiu encaixar belas críticas sociais numa história que à primeira vista é tão simples foi incrível.

dope_movie_2015

Eu gostei de tudo no filme, da história, dos personagens, das atuações, da fotografia, da direção, tudo MESMO. É um filme com assunto sério tratada com tanta leveza que Dope passaria tranquilamente num domingo à tarde (sem contar é claro o motivo da noite ter “dado errado” e eu não vou falar porque se não tem na sinopse é spoiler né, mas se você sabe o que é Dope, foi mal aí, estraguei pra você). Acabei o filme ainda mais apaixonada pelo Shameik e pela cultura hip hop para qual liguei muito pouco até então. Estou à procura de mais filmes/séries com essa pegada, se souber, deixa nos comentários.

        
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Destinos e Fúrias

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Resenhas de Livros

Capa original

Destinos e Fúrias

Classificação:
Título: Destinos e Fúrias
Título Original: Fates and Furies
ISBN: 9788580579147
Gênero:
Autor:
Ano: 2016
Páginas: 368
Editora:
Tradução: Adalgisa Campos da Silva
Compre:
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Lotto e Mathilde se conhecem e duas semanas depois se casam, no final da faculdade. O livro conta a história desse casamento ao longo de décadas tendo em “Destinos” a versão de Lotto e em “Fúrias” a versão de Mathilde.

“Nada em si é bom ou mau, tudo depende daquilo que pensamos. – disse Lotto, bêbado.”

A primeira vez que ouvi falar desse livro foi quando a Intrínseca começou a divulgá-lo às vésperas do lançamento no Brasil. Com isso eu fui pesquisar mais e descobri sobre todo o hype, incluindo um comentário do Obama, o presidente dos EUA, que elegeu esse livro como o melhor de 2015. Eu adoro histórias com múltiplos pontos de vista e livros de ficção realista, logo, alguns minutos depois eu já tinha comprado um exemplar para o Kindle e começado a ler. Isso foi em 28 de maio. Só depois de muitas tentativas e insistência consegui na semana passada enfim chegar à última página. E me arrependo de não ter abandonado todas as vezes que senti uma vontade quase irresistível de fazer isso.

“Mesmo naquela época ela sabia que certeza é uma coisa que não existe. Nada é absoluto. Os deuses adoram foder com a gente.”

Primeiro eu devo dizer que Destinos e Fúrias não é um livro ruim. A narrativa é diferente de tudo o que eu já li e algumas partes me fazem lembrar de takes longos nos filmes onde a câmera vai acompanhando um personagem secundário que sai de cena; aqui o narrador acompanha esses personagens mostrando o que pensam e às vezes nos dá até um vislumbre de seu passado. Também foi muito interessante como na parte de Lotto, Mathilde é vista como uma personagem unidimensional e em sua parte podemos conhecer cada detalhe de sua personalidade e sua história. O mesmo vale para como o marido foi retratado nas duas partes. Por isso a história que Lauren Groff quer contar não fica completa sem que você leia as duas partes, se eu tivesse desistido em “Destinos” eu não teria entendido onde a autora queria chegar. Teve um momento (capitulo 11, não aconteceu nada de diferente ali, mas foi onde entendi) em que eu pensei “uau esse livro é genial”, mas o problema é que isso não foi o final, então após essa epifania aconteceu muita coisa que desbotou esse sentimento.

“(Lotto) era um contador de histórias nato. Remodelava a realidade, criando um tipo diferente de verdade.”

A história do livro é o que a sinopse propõe: um casamento. E é só isso. Não fique esperando grandes reviravoltas ou que a palavra “fúrias” seja um retrato do que a segunda parte vai trazer porque não é o que acontece. Eu inclusive li diversos comentários onde as pessoas diziam que a segunda parte fazia tudo valer a pena, então eu fui esperando uma segunda metade como a de Garota Exemplar (onde os personagens estão tão magoados e furiosos que poderia ter esse título), mas não foi bem isso. Sem dúvida, tem um pouco de raiva, e algumas revelações chocantes e surpreendentes, mas nada além. Ali tudo continua no mesmo ritmo lento e cansativo da primeira metade do livro.

Pesando todos os pontos positivos e negativos da longa experiência que foi ler Destinos e Fúrias acredito que posso ter sido traída pelas altíssimas expectativas com que comecei esta jornada. O livro, que aparentemente é uma história simples, se torna complexa nos detalhes que a autora coloca na trama. Ainda acho que o ritmo lento e os personagens desagradáveis tornam tudo difícil de gostar, mas também difícil de esquecer. Terminei a leitura não morrendo de saudades dos personagens, mas feliz por enfim me ver livre deles e é com esse sentimento que permaneço. Quem sabe um dia, quando isso passar, eu possa mudar de ideia sobre o que achei, mas por enquanto vou continuar achando este um livro superestimado e um desperdício do tempo que gastei dedicada a ele.

        
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Tag 4 Elementos

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Tags Literárias

Esses dias estava pensando em como a capa de um livro pode influenciar na primeira percepção que temos dele, meu produto de TCC será um livro e estou quebrando a cabeça pensando na capa. Enquanto não tomo uma decisão, resolvi fazer a Tag 4 elementos, que consiste em achar livros com determinados elementos e cores. Eu vi essa Tag no blog Reflexão Literária e não consegui achar o criador, por isso, se alguém souber é só deixar nos comentários. Capas são importantes e mesmo tentando ao máximo não julgar um livro pela capa, elas fazem diferença.

Água: Encontrar um livro com água na capa e um com a cor azul

A-desconstrucao-de-mara-dyer

A Desconstrução de Mara Dyer, Mara Dyer 1 – Michelle Hodkin

Um grupo de amigos… Uma tábua ouija… Um presságio de morte. Mara Dyer não estava interessada em mensagens do além. Mas para não estragar a diversão da melhor amiga justo em seu aniversário ela decide embarcar na brincadeira. Apenas para receber um recado de sangue. Parecia uma simples piada de mau gosto… até que todos os presentes com exceção de Mara morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado. O que o grupo estaria fazendo em um prédio condenado? A resposta parece estar perdida na mente perturbada de Mara. Mas depois de sobreviver à traumática experiência é natural que a menina se proteja com uma amnésia seletiva. Afinal, ela perdeu a melhor amiga, o namorado e a irmã do rapaz. Para ajudá-la a superar o trauma a família decide mudar para uma nova cidade, um novo começo. Todos estão empenhados em esquecer. E Mara só quer lembrar. Ainda mais com as alucinações – ou seriam premonições? – Os corpos e o véu entre realidade, pesadelo e sanidade se esgarçando dia a dia. Ela precisa entender o que houve para ter uma chance de impedir a loucura de tomá-la.

Eu amo todas as capas dessa série e me lembro de todo o furor que causou antes mesmo de chegar aqui no Brasil, eu gostei muito da história do primeiro livro, afinal de contas Mara não é uma narradora confiável e o toque sobrenatural era sempre uma dúvida e quando li achei bem diferente do que estava no mercado. (Tirando a pare do colégio e paixão adolescente).

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