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Scream (Série)

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Scream (Série)

Classificação:
Scream - 2015
Status: 1 temporada (estreante)
Episódios vistos: 1
Canal Original: MTV
Canal no Brasil: Nenhum

Eu nunca comentei aqui no blog, mas na adolescência eu era muito muito muito muito muito viciada nos filmes da franquia Scream (Pânico). Muito. Quando anunciaram a série de TV eu fiquei animada porém apreensiva, eu tinha medo de que eles conseguissem de algum jeito estragar a perfeição (me deixa) que foram os filmes até então. Mas vocês não tem ideia do quão maravilhada eu fiquei ao ver o Piloto com produção executiva do mesmo Wes Craven que partiu meu coração no ano 2000 ao dizer que não teríamos mais nada da franquia (risos). Tô tão fangirl com isso tudo que não vou nem tentar disfarçar. 

A série de TV segue o mesmo modelo dos filmes com um serial killer mascarado matando estudantes de ensino médio sem nenhum motivo aparente. A primeira morte da série continuou sendo a de um casal mantendo a tradição Scream. Em uma homenagem óbvia ao primeiro filme o enredo fez desconfiar das mesmas pessoas que desconfiamos lá em Pânico 1 (o namorado da protagonista e o cara inteligente que sabe tudo de filmes de terror e serial killers). De todas as 927 coisas que eu gostei nesse episódio, a que mais me chamou atenção foi o uso da metalinguagem que sempre foi uma das minhas coisas favoritas. Tipo a frase abaixo dita pelo aspirante a Randy que nunca será, mas a tentativa tá bacana, por favor continue e por favor não morra:

– O gênero gótico está em toda TV agora.Tem “American Horror History”, “Bates Motel”, “Hannibal.”
– E “O massacre da serra elétrica” ou “Halloween”?
– Esses são filmes de psicopata. Não se faz um filme de psicopata como uma série de TV. Bem, pense sobre isso. A menina e seus amigos chegam à boate, ao campo, à cidade deserta, que seja. O psicopata os mata um a um. Depois de 90 minutos, o sol aparece e a menina sobrevivente sentada na ambulância vê os corpos dos amigos passando. Filmes de psicopata passam muito rápido. Na TV é preciso esticar as coisas. Quando o primeiro corpo é encontrado, é só questão de tempo até o banho de sangue começar.

Scream_4

Sidney rainha em Pânico 4

Apesar de eles terem mudado a máscara e “Hello, Emma” não ser tão sonoro quanto “Hello, Sidney” eu vejo muito potencial na série. Acho que vai durar bastante, mas não sei até quando vai dar para carregar o mistério sem que o público perca o interesse. Eu gostaria que fosse um (ou dois né) assassino(s) por temporada, mas não sei como vai ser. Para ser sincera, a série mal estreou, nem sei se vai ser renovada e já tô aqui pensando em outras temporadas.

“Você precisa lembrar que o culpado não é tão relevante na história. Você deve esquecer que é uma história de terror, que alguém pode morrer a cada reviravolta. Precisa se importar se o professor gostoso parece interessado demais nas alunas mulheres. Precisa se importar se o time venceu o grande jogo. Você precisa se importar se a garota inteligente perdoou o atleta idiota. Você torce por eles. Você os ama… Para que quando forem brutalmente assassinados… Isso doa.”

Randy

Randy ♥ (Pânico 1). Só de olhar a imagem já sei qual é o filme. Segura o meu vício.



             
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Naomi & Ely e A Lista do Não Beijo

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capa original
Naomi & Ely e A Lista do Não Beijo

Classificação:
Título: Naomi & Ely e A Lista do Não Beijo
Título Original: Naomi & Ely's No Kiss List
ISBN: 9788501103123
Gêneros: ,
Autores: David Levithan, Rachel Cohn
Ano: 2015
Páginas: 256
Editora: Galera
Tradução: Ana Carolina Mesquita
Esse livro foi: Comprado
Saraiva Fnac Cultura Amazon Submarino *A compra pode gerar comissão ao blog.

Eu li esse livro em inglês, mas como está sendo lançado em português, coloquei informações da edição nacional. No idioma original, no geral eu diria que o nível de dificuldade é intermediário, mas com os desenhos da Naomi (abaixo explico melhor), fica no difícil.

Naomi e Ely vivem no mesmo prédio em Nova Iorque e são melhores amigos desde sempre. Ela é apaixonada por ele apesar de saber que nunca ficarão juntos porque ele é gay. Depois que a mãe do Ely tem um caso com o pai de Naomi e tudo vira um caos, eles decidem criar a “Lista do Não Beijo” onde incluem os garotos que nenhum dos dois pode beijar, garantindo assim que a santidade da instituição Naomi & Ely permaneça intacta para sempre.
Só que Ely acaba beijando o namorado de Naomi.

Apenas duas frases sobre esse momento:

ELY: Eu disse que ela nem chegou a colocar o namorado na Lista do Não Beijo. E ela disse “Bem, eu também não coloquei sua avó na lista. Algumas coisas são óbvias.”

ELY: Deus, eu não deveria ter beijado ele. Mas, Deus, se Você não queria que eu o beijasse, por que o colocou no meu quarto assim?”

O livro é narrado não só por Naomi e Ely mas por diversos outros personagens, inclusive o namorado em questão. A maioria das pessoas que tem alguma fala, acaba narrando uma parte e é bastante gente, admito. Mas nesse caso não me confundi entre quem é quem, foi fácil acostumar com eles até porque todos tem vozes bem distintas. Procurei porcamente e não achei em nenhum lugar qual parte foi escrita por qual autor, mas eu, a louca do Levithan, arrisco chutar quais foram as partes dele. As partes da Naomi foram as que menos gostei, nem sei se pela personagem, mas porque ela escreve usando uns desenhos em vez de palavras às vezes e algumas eu não entendi de imediato.

BRUCE THE SECOND: Eu sei que deveria ir embora. Só ir. Porque existe um momento em que um erro se transforma em um grande erro, e eu deveria recobrar os sentidos antes de chegar nesse ponto.

Victoria+Justice+Victoria+Justice+Pierson+kAh9dpL5TLdlDos livros escritos em conjunto pelo Levithan e pela Cohn, esse é o segundo que li, mas não consigo decidir se gosto mais dele ou de Nick & Norah. Naomi & Ely aborda mais assuntos sérios, mas não é tão divertido quanto o outro, mas tem também um monte de quotes maravilhosas (marquei várias) e fiquei morrendo de vontade de ler o último deles que falta: Dash and Lily’s Book of Dares. 

ELY: É besteira achar que amizade e romance são coisas diferentes. Não são. Ambos são apenas variações do mesmo amor. Variações da mesma vontade de estar perto.

A adaptação será lançada nos EUA esse mês num festival LGBT. Não sei se virá aos cinemas do Brasil (acho que não), mas estou muito ansiosa para ver como ficou. Nem trailer encontrei ainda, mas achei os atores escolhidos para interpretar os protagonistas bem parecidos com o que imaginei.



             
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Li até a página 100 e… #31: Cidades de Papel, John Green

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Quem quiser pode postar isso como uma tag, é só clicar aqui para saber como participar. Não esquece de deixar o link ali nos comentários para eu te visitar :)


Cidades de Papel
John Green

Primeira frase da página 100:
"- Eu sei. Tomorrowland é, de longe, o parque mais caído da Disney."

Do que se trata o livro?
Eu tô com essa mania bem aleatória de ler livros sem ler a sinopse, daí o que eu vou dizer vem apenas do trailer do filme e do que li até agora. Q e Margo eram amigos na infância, mas se distanciaram na adolescência. Numa noite ela o convence a seguir com numa jornada de 11 coisas que ela precisava fazer (até onde li), depois disso ela some e deixa pistas para que Q a encontre (vi no trailer).

O que está achando até agora?
Eu já tinha lido 2 livros e meio do John Green e o encanto está se quebrando um pouco. Estou percebendo uma série de coisas irritantes e que aparentemente ele sempre fez só que eu nunca notei, como por exemplo, 1) falar não apenas Margo, mas Margo Roth Spiegelman 40 vezes ao longo do livro (eu contei) e 2) uns diálogos surreais com frases que adolescente nenhum usou na história da humanidade. O enredo do livro até que está legalzinho e é por ele que estou lendo, mas sem negar que cada vez que uma das duas coisas acima acontece eu reviro os olhos e solto um "aff".

O que está achando da personagem principal?
É o mesmo protagonista de sempre do autor né, então eu gosto do Q, mas gosto mais dos amigos dele e da Margo.

Melhor quote até agora:

"Margo sempre adorou um mistério. E, com tudo o que aconteceu depois, nunca consegui deixar de pensar que ela gostasse tanto de mistérios que acabou por se tornar um."


Vai continuar lendo?
Sim, porque estou numa jornada de ler livros antes de ver suas adaptações e a estreia do filme tá logo ali. NÃO ME DEIXA DESISTIR.

Última frase da página:
"Eu não podia parar de torcer para Margo Roth Spiegelman voltar à minha janela e arrastar meu corpo exausto para mais uma noite que eu jamais esqueceria."

OBS: Estou lendo esse livro em e-book então na verdade não tirei as informações da página 100 e sim da posição 30% do livro no meu Kobo.



             
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Lírio Azul, Azul Lírio – The Raven Cycle 3

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Esse é o terceiro livro da série, e terá SPOILERS dos outros dois. Se não se importar, siga adiante!

Três em particular – ela murmurou. – Para serem despertados. Ah, não. Dois. Um não deve ser despertado.

capa original
Lírio Azul, Azul Lírio

Classificação:
Título: Lírio Azul, Azul Lírio
Título Original: Blue Lily, Lily Blue
ISBN: 9788576863922
Gêneros: ,
Autor: Maggie Stiefvater
Ano: 2015
Páginas: 347
Editora: Verus
Tradução: Jorge Ritter
Esse livro foi: Comprado
Saraiva Cultura Amazon Submarino Kobo Kindle *A compra pode gerar comissão ao blog.

Após todos os acontecimentos de Ladrões de Sonhos, os garotos tentam lidar com suas descobertas e as muitas dúvidas que elas trouxeram. Ronan e Adam conhecem melhor suas habilidades para lidarem com Cabeswater, mas não parece o suficiente para conseguirem encontrar Maura, a mãe de Blue, que desapareceu deixando seu namorado, um ex-assassino, o homem cinzento, para trás e um bilhete: “Glendower está debaixo da terra. E eu também estou”

Com a ajuda de um velho conhecido do Gansey, professor Malory, os garotos começam as buscas nas cavernas encontradas, porém com as férias de verão no fim e a volta às aulas, o tempo de todos diminui e um alerta de Persephone ecoa durante suas explorações, é necessário encontrar os adormecidos, são três, um para ser despertado, um intermediário, e o terceiro que não deve ser despertado.

A Morte, a Imperatriz, o Diabo. Três adormecidos, sim, sim, ele sabia disso, mas só precisava de um, e, de qualquer maneira, que importância Cabeswater dava para quem estava dormindo sobre a linha ley, o que ela precisava que Adam fizesse?

Todos estão abalados com acontecimentos passados, a Blue se sente um pouco deprimida com a falta da sua mãe e não se identifica mais com a rotina na escola como sua vida real e sim o tempo que ela passa com os garotos na caça de um rei adormecido e lendas fantásticas. O Ronan descobriu algo sobre si e tenta com todas as forças mudar o futuro. Adam precisa lidar com as cobranças de Cabeswater e o processo contra seu pai que corre na justiça. Noah se parece cada vez menos com ele mesmo e mais com alguém de fato morto. O Gansey tenta ser a cola que torna o grupo unido, mesmo que precise esconder segredos dos outros.

Na série nenhum livro tem um ritmo frenético, e com esse não é diferente, as pontas vão sendo trançadas ao poucos e quando o leitor percebe já está preso num emaranhado de fios, o Ronan é o menos desenvolvido nesse volume, talvez, pela importância que teve no último livro, a Blue foi a que mais teve destaque, tanto pela falta da mãe como pela preocupação constante com a possível morte do Gansey, além do desenvolvimento do pseudo relacionamento dos dois, as cenas entre eles são as mais intensas e me deixaram com o coração um pouco partido.

Blue e o garotos corvos estão cada vez mais perto de encontrar o rei adormecido, velhos e novos inimigos surgem de todos os lugares tornando os perigos mais reais, o final é daqueles que te fazem querer morrer até o lançamento do próximo ~e último~livro, a escrita continua poética e surpreendente e os personagens cativantes e corajosos.

Mas o que ela não tinha percebido a respeito de Blue e seus garotos era que todos estavam apaixonados uns pelos outros

E por último para derrubar o meu forninho de vez e me fazer querer chorar desde já é essa resposta da Maggie no twitter para um seguidor

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Finding Audrey

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Finding Audrey

Classificação:
Título: Finding Audrey
ISBN: 9780857534590
Gêneros: ,
Autor: Sophie Kinsella
Ano: 2015
Páginas: 288
Editora: Doubleday Children's
Nível do idioma: Intermediário
Lançamento no Brasil: Pela Galera na Bienal 2015
Esse livro foi: Cortesia
Cultura Book Depository Kobo Kindle *A compra pode gerar comissão ao blog.

Esse é o primeiro YA da Sophie Kinsella que há anos é rainha do meu coração nos livros adultos. Como eu adoro o gênero e a autora, fiquei ansiosa desde que ela anunciou pela primeira vez a publicação, apesar de nem ter lido a sinopse. Percebi isso porque num dia que eu estava vibrando por ter conseguido o Arc, alguém me perguntou “sobre o que é o livro?” e eu tive que responder “hum… não sei”. É.

Audrey tem 14 anos e depois de uma coisa muito ruim que aconteceu com ela na escola, passou a sofrer de um distúrbio de ansiedade. Agora ela não consegue mais sair de casa – a não ser para a terapia – e usa óculos escuros o tempo todo. A mãe passa o tempo todo brigando com o irmão que é viciado em vídeo game, mas é Linus, um dos amigos dele, que faz com que Audrey comece a perceber que o mundo lá fora talvez não seja tão ruim quanto a ansiedade faz parecer.

“Contato visual é um grande problema. É o maior deles. Só de pensar nisso já fico enjoada (…). Sendo racional, eu sei que olhos não são assustadores (…) então por que me incomodam? (…) Para começar, eles são poderosos. Eles tem alcance. Você olha para alguém a trinta metros de distância, no meio de um monte de pessoas, e ela sabe que você está olhando. Que outra parte da anatomia humana faz isso?”

Eu escrevi nesse sinopse aí em cima mais ou menos o que está na oficial, afinal não quero dar spoilers, mas já adianto que isso é só o comecinho, o livro é bem mais que isso. Já reclamei algumas vezes da romantização desse tipo de transtorno, como a ansiedade no caso, mas aqui as coisas são diferentes. Normalmente o que me incomoda é o fato de que o amor mágico e instantâneo cura qualquer problema na vida do protagonista, mas em Finding Audrey é diferente. Linus é sim quem desperta uma mudança, mas não é de forma alguma responsável por todo o resto que acontece.

Quando eu digo que Sophie Kinsella reina no meu coração não é à toa. Por exemplo, olha essa referência no nome do casal. Audrey e Linus, gente! O garoto também é meu segundo mocinho preferido da Kinsella, o primeiro sempre será Jon e chegou muito perto de ser meu favorito dos YAs. Se tivesse aparecido mais, Dimitri ia correr sério risco de cair para segundo lugar.

“Eles falam sobre “linguagem corporal”, como se todos falássemos a mesma língua. Mas cada um tem seu próprio dialeto. Para mim agora, por exemplo, girar meu corpo imediatamente e olhar rigidamente para o canto quer dizer, “eu gosto de você”. Porque eu não corri e me tranquei no banheiro. Espero que ele saiba disso.”

O livro, apesar da temática, tem momentos super engraçados e a família dele é bem louca (e até estereotipada, admito). A narrativa é feita de forma convencional e também através da transcrissão de um filme que ela fez seguindo recomendações da terapeuta. Eu não vi grandes diferenças entre os livros adultos da autora e se mudasse a idade dos personagens não acho que faria tanta diferença uma vez que as atitudes de Audrey não foram tão diferentes das protagonistas de 20 e poucos anos que ela sempre escreve.

Gostei muito de Finding Audrey e não vejo a hora do próximo lançamento da Kinsella que por sinal, estará na Bienal do Rio desse ano (!!!!!!!!!!!!!!).



             
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