Top 3 – Últimos Filmes Vistos

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Depois de pensar sobre o post de hoje e não ter terminado nenhuma leitura para resenhar, resolvi falar sobre os 3 últimos filmes que assisti e o que achei deles. Let’s go!

Mulher Maravilha

Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

Disparado o melhor filmes da DC, a Mulher Maravilha chegou e foi lindo. Tenho poucas reclamações para fazer do filme, sobre ângulos e efeitos, mas nenhuma da personagem, apesar de não ter acompanhado ela dos quadrinhos, sinto que ela foi bem retratada no longa. Diana é maravilhosa, inocente, determinada. Ela é a super heroína que precisávamos, e trouxe uma mensagem potente. Na cena da trincheira, sem maiores explicações por motivos de spoilers, eu comecei a chorar, porque é tão poderosa, é tão tocante, ver uma mulher fazendo o que deve ser feito e acreditando, acreditando na humanidade e no bem. Definitivamente o filme que eu queria e precisava. 

Lion

Quando tinha apenas cinco anos, o indiano Saroo (Dev Patel) se perdeu do irmão numa estação de trem de Calcutá e enfrentou grandes desafios para sobreviver sozinho até de ser adotado por uma família australiana. Incapaz de superar o que aconteceu, aos 25 anos ele decide buscar uma forma de reencontrar sua família biológica.

Logo quando o Oscar indicou os melhores filmes para o prêmio, estava determinada a assistir todos antes da premiação, porém mudei de casa, fiquei sem internet e a determinação sumiu. Agora que Lion foi laçando na Netflix que pude finalmente assistir. É um filme bonito, sobre raízes e identidade, ou melhor sobre como faz falta essas coisas. A primeira parte é linda e angustiante, e a criança que faz o Saroo (Sunny Pawar) é muito talentosa. Porém, o filme perde um pouco de brilho na segunda parte, a obsessão de encontrar sua família e a superficialidade com o as outras partes da sua vida são retratadas, me cansou um pouco. Até acho que deve ter sido um recurso para demonstrar como só aquilo era importante para o Saroo, mas deixou o ritmo cansativo. No final ele volta a ganhar um pouco de brilho de novo, mas não é espetacular. 

Os Últimos Cavaleiros

Um grupo de guerreiros perde seu mestre após o assassinato cometido por um imperador tirânico. Juntos, eles partem em busca de vingança.

Esses dias sapeando na televisão, alguém ainda usa essa expressão?, acabei assistindo esse filme no Telecine. É uma mistura de medieval com samurai, eu sei parece confuso, mas a sociedade responde a um imperador que distribuiu as terra em Feudos, que são comandadas por nobres. Esses nobres mantém seus próprios exércitos e possuem lealdade extrema de seus comandantes que seguem um código de honra, junto com os guerreiros, muito rígido e extremo. Após a execução de um nobre condenado por traição e a desonra para sua família e todos que moravam em seu feudo, seus guerreiros vão atrás de vingança. É um tipo de filme com muita ação, estratégia e lutas de espada. Mas completamente vergonhoso na forma como retrata as mulheres, não consegue mostrar nenhuma que seja mais que coadjuvante dos coadjuvantes. E quando aparecem é apenas para movimentar o roteiro. É fraco, se não tiver mais nada para ver tudo bem, do contrário pode passar sem, muito obrigada. 

PS: Quero fazer menção honrosa aqui para Moonlight que também entrou na Netflix e que vi antes desses. Tem resenha da Ma aqui

PS²: Todas as sinopses são do Adoro Cinema

#58: It: A Coisa, Stephen King

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It: A Coisa

It: A Coisa goodreads
de Stephen King
ISBN: 9788560280940
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Primeira frase da página 100:
[...] Eu jamais colocaria você em uma coisa assim se tivesse um motorista livre, mas dois estão doentes, Demetrios está de férias e todos os outros têm trabalhos marcados. [...]

Do que se trata o livro?
It é o famoso livro de terror de Stephen King que conta a história de uma entidade que ataca adultos e crianças a cada 25, 26 ou 27 anos em Derry, uma cidade estadunidense. Essa entidade quase sempre toma a forma de um palhaço assustador, o Sr. Bob Gray ou Pennywise.

O que está achando até agora?
A história é aterradora. Ler esse livro me deixa, muitas vezes, meio paralisada de pavor, só que é impossível largar a leitura. Tenho muito muito muito medo de palhaço e a narrativa não é típica de livros de suspense comuns em que a tensão é construída: já nas primeiras páginas o leitor lida com Pennywise sendo horrível e isso é bom e ruim ao mesmo tempo porque dá o tom de terror do livro mas choca desde o começo. Às vezes a história se torna muito triste, mas não perde o ritmo em momento nenhum.

O que está achando da personagem principal?
Não é uma protagonista, mas sim um grupo de adultos que estão vivendo suas vidas longe da cidade em que nasceram, mas que têm de retornar à Derry para lidar com A Coisa. Através de flashbacks, temos como eles se conheceram e como tiveram seus primeiros contatos com a entidade, e todos os personagens até agora se mostraram muito plausíveis e com uma essência bem construída (menos A Coisa que quando aparece quase choro).

Melhor quote até agora:

Um local de alimentação para animais. O que está se alimentando em Derry? O que está se alimentando de Derry?

Vai continuar lendo?
Sim! Na verdade não estou na página 100, mas sim na 269 (de 1103) e até agora estou "gostando" muito. As aspas são porque a história é incrivelmente bem montada e desenvolvida, de maneira que enfeitiça o leitor e simplesmente não dá para não querer desvendar o mistério d'A Coisa até o fim; porém seria muito fora do meu caráter gostar de alguma coisa que envolva um palhaço bizarro assassino... Só não sei se a leitura irá andar rápido, porque esse livro tem mais de mil páginas e é super pesado, então é difícil carregá-lo para todos os lados.

Última frase da página:
[...] - A voz dela estava aumentando, ficando frenética, e para o horror de Eddie ela começou a parecer mais e mais com a sua mãe, sua mãe como...

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The Handmaid’s Tale – Parte 2

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The Handmaid’s Tale – Parte 2

Minha Classificação:
The Handmaid's Tale - 2017 The Movie DB
de Bruce Miller
Status: 1 temporada (renovada)
Episódios vistos: 10
Elenco: Elisabeth Moss, Alexis Bledel, Samira Wiley, Yvonne Strahovski, Joseph Fiennes, Max Minghella
Gênero: Drama, Sci-Fi & Fantasia
Canal Original: Hulu
Canal no Brasil: Nenhum
Duração do Episódio: 50 minutos

A parte 1 desse post, escrita pela Mayra, pode ser lida aqui.

The Handmaid’s Tale é uma série do serviço de streaming Hulu, concorrente da Netflix, que foi baseada no livro de 1985 de mesmo nome que no Brasil foi lançado pela Rocco como “O Conto da Aia”. Sempre ouvi falarem muito bem do livro (que não li) e desde a estreia da adaptação também só ouço elogios. Eu não tinha conseguido começar a ver até ontem. Terminei toda a primeira temporada há alguns minutos e aqui vai a minha opinião.

A série é uma distopia onde as mulheres não conseguem mais engravidar e mesmo quando conseguem os bebês tem pouca chance de sobrevivência. Os religiosos americanos então dão um golpe de estado nos EUA assumindo o governo e com isso escravizam mulheres férteis para serem engravidadas pelos homens do alto escalão. Assustador, né? Além disso, muito Black Mirror.

Eu não li a sinopse então fui ficando horrorizada aos poucos cada vez que a sociedade da história se revelava mais cruel. Apesar de trabalhar muito bem o suspense, a série consegue mostrar ainda no primeiro episódio tudo o que precisamos saber sobre o que está acontecendo. E mesmo sem guardar informações consegue entregar uma temporada completa e sem muita “encheção de linguiça”.

A fotografia da série é uma das mais bonitas atualmente competindo apenas com Better Call Saul no quesito “caraca olha esse quadro” e “que escolha maravilhosa de ângulo da câmera”. A trilha sonora é incrível sabendo dosar tensão e alegria usando, além da excepcional interpretação do elenco, as músicas e sons da cena. Já que mencionei o elenco, quero falar aqui de Elisabeth Moss que vive a protagonista June/Offred. Infelizmente ainda não vi Mad Men e The West Wing, que são as séries anteriores onde ela esteve, mas não é todo dia que a gente tem a chance de ver uma atriz dar um show de atuação como ela deu aqui. A direção usa muitas tomadas em primeiríssimo plano para expressar as emoções dos personagens, e é possível ver Elisabeth transitando entre uma gama de sentimentos em poucos segundos. Espero que ela ganhe todos os prêmios que merece no ano que vem.

Não queria ter que te dizer isso mas há chances de você morrer de medo do Shakespeare Apaixonado.

Dificilmente uma série vai ser impecável e, não vou mentir, The Handmaid’s Tale bem que tentou e quase conseguiu, mas teve um grande problema pra mim: a passividade da protagonista. Ela durante a maior parte dos episódios não age e fica basicamente esperando alguma coisa acontecer com ela. Somos tomados por uma série de flashbacks sobre ela e outros personagens importantes onde vemos uma June forte e que luta para conseguir o que quer e, apesar de mostrarem que ela passou por um monte de coisas ruins que obviamente a fizeram mudar, eu não consegui entender essa falta de ação. Se você quer fazer o seu personagem ir de encontro ao esperado, você precisa desenvolvê-lo melhor para que eu consiga entender as motivações dele.

Como não quero me estender muito nos detalhes da trama, me limito a dizer que ela tem muito porque lutar, mas prefere apenas, literalmente, torcer pelo melhor. Existem outras personagens fortes, mas são apenas coadjuvantes e agindo conseguem mais em um dia do que a June em três anos. Talvez tanta passividade seja só para conseguir mover a história a passos de tartaruga enquanto uma Handmaid diferente resolveria rápido. Fica a reflexão.

Apesar desse pequeno grande problema The Handmaid’s Tale é maravilhosa e merece todos os elogios que vem recebendo. Eu pretendo ler o livro, mas não tenho previsão de quando vou conseguir fazer isso, de toda forma fico aqui torcendo para que os eventos do final da temporada despertem June para ser a protagonista forte que eu sei que ela pode ser e leve a série para ainda mais perto da perfeição.

Enquanto a segunda temporada não chega, que tal passar o tempo com alguns livros e filmes? O CupomValido.com.br tem várioooos cupons de desconto para um monte de loja legal. Que tal dar uma olhada lá? http://www.cupomvalido.com.br/