Cinder – Crônicas Lunares 1

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    Livros da série:

  • Cinder
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Ela era uma ciborgue, e nunca iria ao baile.

Capa original

Cinder

Classificação:
Título: Cinder
Título Original: Cinder
ISBN: 9788579801525
Gêneros: ,
Autor: Marissa Meyer
Ano: 2013
Páginas: 448
Editora: Rocco
Tradução: Maria Beatriz Branquinho da Costa
Esse livro foi: Comprado
Saraiva Fnac Cultura Amazon Submarino Kobo Kindle A compra pode gerar comissão ao blog.

Às vezes é bom ouvir uma velha história com novos elementos, e Cinder traz uma roupagem totalmente nova para Cinderela faz comm que nos apaixonemos por personagens que são ao mesmo tempo estranhos e velhos conhecidos. Cinder é uma garota de dezesseis anos de Nova Pequim, e assim como na história original, ela tem uma madrasta e duas irmãs adotivas, só que dessa vez, Cinder é uma ciborgue – humanos que têm partes robóticas interligadas com o corpo. 

Tudo se passa num futuro distópico, após a quarta guerra mundial. ciborgues são comuns, porém discriminados, androides e aerodeslizadores fazem parte da vida cotidiana das pessoas, e lunares, pessoas que vivem na Lua, são uma ameaça à Terra. Por um momento você deve estar se perguntando, será que a autora não está exagerando com todos esses elementos juntos?, e a resposta é não! Ela consegue equilibrar muito bem todos os fatores, os pontos principais da história original da Cinderela, a distopia e a ficção cientifica.

Cinder ficou boquiaberta, esperando o médico continuar, parar com suas mentiras insanas e começar a contar ao príncipe todos os segredos dela. Ela era uma ciborgue, era imune à peste e sua nova cobaia favorita.

Uma peste tem assombrado os terráqueos, o contágio é uma sentença de morte, os cientistas buscam uma cura desesperadamente, enquanto os lunares pressionam o imperador e seu filho, príncipe Kai, por uma aliança que trará mais mal do que bem para a Terra.

Essa é uma das minhas séries preferidas atualmente, junto com The Raven Cycle da Maggie Stiefvater, é muito interessante como a autora reconta partes icônicas dos contos de fadas dentro do seu mundo sem perder a essência da sua história, essas cenas não estão jogadas no livro só para validar a adaptação do conto original, a autora pensou em como esses elementos se encaixariam em sua história.

Outro ponto positivo dessa série é que em cada livro a autora acrescenta outros personagens de contos de fadas na saga, e vai interligando todos eles, aumentando os pontos de vista da narrativa e nos deixando conhecer um pouco mais dos outros personagens. E não pense que você já conhece o final dessa história, muita coisa vai surpreender você.

Não fique aí de pé, parada, fingindo entender pelo que estou passando. Você não é parte desta família. Nem sequer é mais humana.



             
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Orgulho e Preconceito e Zumbis

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Orgulho e Preconceito e Zumbis

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Título: Orgulho e Preconceito e Zumbis
Título Original: Pride and Prejudice and Zombies
ISBN: 9788598078748
Gêneros: , ,
Autores: Jane Austen, Seth Grahame-Smith
Ano: 2010
Páginas: 318
Editora: Intrínseca
Tradução: Luiz Antonio Aguiar
Esse livro foi: Comprado
Saraiva Kindle A compra pode gerar comissão ao blog.

Há muito tempo atrás eu li esse livro, mas naquela época ainda não escrevia para o blog. O comprei assim que saiu, em 2010, porque (acho que todo mundo que lê o blog já sabe) Orgulho e Preconceito talvez seja meu livro preferido da vida toda e o que zumbis não poderiam melhorar nesse livro?

Orgulho e Preconceito e Zumbis nada mais é que a ampliação da obra magnânima de Jane Austen para o mundo das criaturas mais famosas da cultura pop: os zumbis. Elizabeth Bennet é uma jovem guerreira que é exemplar na hora de exterminar os ditos “não mencionáveis”, treinada pelos mestres mais famosos da China e uma das responsáveis por proteger a Inglaterra daqueles que sucumbem à terrível praga que assola o país. Depois de sua família travar conhecimento com os jovens aristocratas Sr. Bingley e Sr. Darcy, segue-se o desenrolar de uma bela história de amor com direito à muito sangue, tripas e mortos-vivos.

Cerca de vinte metros abaixo, oito ou nove zumbis empapados de sangue rastejavam sobre uma carroça destroçada e seus barris que vazavam. Pág. 57

O que eu mais gostei nesse livro, além de claro, ter zumbis e ser uma versão da minha obra favorita da vida, é que Seth Grahame-Smith preserva todas as características mais importantes do Orgulho e Preconceito original, como a personalidade maravilhosa de Elizabeth e o caráter taciturno de Darcy. Elizabeth nesse livro é uma discípula de Mestre Liu, que foi treinada no Oriente desde pequena para ajudar sua família e vizinhos no combate aos “enviados de Satã” que se reproduzem com frequência pela Inglaterra; ela e suas irmãs são qualificadíssimas nas artes mortais e por isso, ímpares famosas na comunidade local. O Sr. Darcy também é famoso por suas habilidades mortais e também por ter aniquilado inúmeros não mencionáveis em campo. Jane é uma belíssima guerreira também, mas já o Sr. Bingley não tem muita competência nessas artes. No que tange ao resto, os personagens e à essência do livro são a mesma, constantemente pontuados por desastres com zumbis e lutas corpo-a-corpo. A ação vem em dose certa, comedido com romance.

Elizabeth embainhou a espada, ajoelhou-se e matou-o estrangulado com seu próprio intestino grosso. Pág. 129

Ademais, eu adorei a capa do livro. Remete mesmo às capas de livro antigo, com uma pintura de uma moça mas toda ensanguentada e parcialmente comida. Linda! A diagramação do livro é normal, mas vez ou outra temos ilustrações muito legais de passagens do livro e todas elas têm cunho de ação, são realmente bem feitas. Além do mais, em 25 de fevereiro estréia Orgulho e Preconceito e Zumbis nos cinemas e pelo trailer (para assistir o trailer, clique aqui) parece que vai ser muito bom e muito fiel ao livro. O elenco também é muito bom, tem a Lily James como Elizabeth (que fez o live action de Cinderela), a Lena Headey como Lady Catherine de Bourgh (Cersei Lannister em Game of Thrones), Charles Dance como Sr. Bennet (Tywin Lannister – quanto Lannister nesse filme! – de Game of Thrones) e Sam Riley como Sr. Darcy (que está em Malévola).



             
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The People v. O.J. Simpson: American Crime Story

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Pilot


Classificação:
The People v. O.J. Simpson: American Crime Story - 2016
Status: 1 Temporada
Episódios vistos: 1
Canal Original: Fx
Canal no Brasil: Fx

American Crime Story segue o formato da famosa American Horror Story, só que em vez de histórias de terror, traz a cada temporada uma história de crime real que chocou os EUA, e no caso O.J., o mundo. Essa é mais uma série que vem graças ao chamado “efeito Serial*” e nos faz reviver um crime, um julgamento, uma sentença e quão falho é o sistema de justiça atual.

Taí um resumo rápido do caso mas não leia se não quiser spoilers apesar de ser vida real: em 1994 O.J. Simpson, famoso jogador de basquete, foi acusado de matar a ex-mulher Nicole Brown Simpson – a quem agrediu diversas vezes enquanto foram casados – e o garçom Ronald Lyle Goldman na casa da mulher. Um vizinho encontrou os corpos após ver o cachorro da casa andando pela rua sujo de sangue. A investigação da polícia encontrou diversas provas que fizeram de O.J. o principal suspeito. Após um extenso julgamento televisionado o júri declarou O.J. inocente das acusações. Em 2006 O.J. tentou lançar o livro “If I Did It” com uma confissão hipotética, mas devido a críticas do público não foi publicado. Em 2007 foi condenado à 33 anos de cadeia, onde permanece até então, por outro crime com acusações de sequestro e assalto à mão armada.

Esse caso do O.J. Simpson é um dos mais famosos e por ter sido citado em diversos filmes/séries eu basicamente cresci ouvindo falar sobre ele. Quando não tinha ideia do que se tratava perguntei para a minha mãe e depois pesquisei na internet, então o piloto da série foi basicamente ver na tela o que eu já tinha lido anos antes, sem grandes supresas. O ínicio foi fiel às informações divulgadas e comentadas até hoje pela mídia e por quem acompanhou o caso na época.

american-crime-story

Nós vamos parecer idiotas.

A série por tratar de uma história conhecida, não terá seu maior trunfo no roteiro, inclusive pelo começo não parece ser essa a intenção; as atuações foram sem dúvida o ponto forte do começo, ver como todos os atores conseguiram se transformar nas pessoas da vida real que interpretam foi um dos pontos altos, até o David Schwimmer que eu só conseguia ver como Ross, está completamente crível como Robert Kardashian. Os melhores até agora para mim são: Sarah Paulson (sempre ótima né?) como a promotora do caso, o David como amigo e advogado assistente de O.J., John Travolta como o advogado de defesa, e Cuba Gooding Jr. como O.J. Simpson.

Eu prentendo acompanhar a série, mas não sei se farei isso vendo um episódio por semana, acho que esse tipo de história pode ser mais proveitosa deixar acumular e fazer maratona com o restante. Para quem tem o canal Fx na TV a cabo, a série está sendo exibida às quintas 22:30, apenas dois dias depois da exibição americana. Muito bem, emissora.

*Serial é um podcast americano (maravilhoso! Se você entende inglês, ouve por favor, sério) que em sua primeira temporada trouxe a história real de Adnan Syed que atualmente está preso há 16 anos condenado pelo assassinato de sua ex-namorada Hae Min Lee. O caso não apresentou provas concretas, apenas circunstanciais, e a condenação se deu apenas pelo depoimento de uma testemunha duvidosa. O podcast foi um sucesso absoluto (já falei que era maravilhoso, lembra?) onde o caso era discutido em escolas e chamou a atenção de advogados e juízes americanos. Depois dele, reviver crimes reais voltou a ficar em evidência o que justifica o sucesso de programas como Making a Murderer (documentário da Netflix) e agora American Crime Story (que era a série mais esperada do ano por muita gente).



             
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Amor Amargo

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Amor Amargo

Classificação:
Título: Amor Amargo
Título Original: Bitter End
ISBN: 978858235066
Gêneros: ,
Autor: Jennifer Brown
Ano: 2015
Páginas: 253
Editora: Gutenberg
Tradução: Guilherme Meyer
Esse livro foi: Cortesia
Saraiva Fnac Cultura Amazon Submarino Kobo Kindle A compra pode gerar comissão ao blog.

Eu juro para vocês que eu não sei bem como começar essa resenha. Fiquei muito chateada ao longo do livro e o final me deixou com uma sensação boa porém ruim, sabem?! Mas eu terminei de ler e vou falar todo o possível aqui sem dar spoiler, mas o tema do livro está tão presente na nossa vida cotidiana que a maioria já deve saber o que acontece…

Alex está no último ano do colégio e a formatura está próxima. Esse vai ser um evento muito importante na vida de Alex porque ela e seus dois melhores amigos, Zach e Bethany, vão viajar para o Colorado como presente de formatura – um presente muito muito importante para Alex já que sua mãe estava indo para lá quando sofreu um acidente de carro e morreu, deixando ela e suas duas irmãs e seu pai, que desde então se enterrou num buraco emocional tão fundo que abriu mão de todo carinho que tinha pelas filhas. Então surge Cole: aluno novo, lindo, atlético transferido de um lugar ali perto, Pine Gate. Quando ele começa a se interessar por ela, Alex não pode acreditar que tenha tanta sorte! Mas nem tudo é um conto de fadas…

O sorriso de Cole era como uma carícia. E parecia ter sido feito sob medida para mim. Pág. 43

Confesso que eu peguei meu caderninho e anotei de lápis tudo de ruim que acontecia no livro. Foram 5 páginas e no meio do livro eu já estava sentindo enjoo e náuseas por conta do desenrolar da história, porque nossa, o Cole é um babaca babaca babaca. Vou listar só alguns pontos que eu pus no caderno porque não quero dar spoiler para quem vai ler o livro, tá bem? Então tá bem. Lembrando sempre que esses pontinhos também podem servir de guia para saber se você, que está aí me lendo, está envolvida (o) num relacionamento abusivo ou não. No começo do relacionamento Cole é um príncipe, tudo que uma garota quer, mas já é possessivo e chama Alex de “minha garota” ou qualquer coisa que tenha a palavra “minha” antes; Cole alega que a ex-namorada dele é louca, perturbada da cabeça e só ela, Alex, é diferente e a mais perfeita das mulheres; desde o começo, Cole manipula Alex para se afastar de seus melhores amigos Zach e Bethany (e é quando eles estão presentes que os momentos mais legais do livro se desenrolam) e ele apenas quer tomar conta de TODOS os aspectos da vida dela, ele não pode deixar espaço para ninguém porque ela pertence a ele; ainda nisso, ele a segue em todos os lugares o tempo todo; o tempo todo a Alex se lembra de que o Cole é maravilhoso incrível tudo de mais lindo do mundo e é um milagre, além de uma lisonja, ele estar com uma garota que nem ela; assim como todo abusador, ele faz besteira – ele a agride verbal e fisicamente –  e depois chega na Alex falando que a ama, que não pode viver sem ela e não quer perdê-la; Cole a faz questionar a própria sanidade e leva todas as discussões a se virarem contra Alex, de modo que ela se sinta culpada até depois das agressões – ela começa a inventar desculpas por ele; e por fim, todas as pessoas próximas de Alex comentam que ela está muito mudada e parece triste, mas ela entende isso como inveja, porque a relação dela é maravilhosa, mas não é né galera?!

Ainda que estivesse magoada, constrangida, humilhada e indignada pelo que tinha feito comigo, continuava louca de amor por ele. Pág. 141

Eu sei que agora existem vários livros sobre isso, mas há pouco tempo atrás, relacionamento abusivo era um assunto que ninguém levantava – e muita gente nem mesmo sabia que existia e/ou que estava em um. Sabe aquele velho ditado que “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”? Mais ou menos isso. Daí me vem um livro desse numa época muito importante para o feminismo e para as mulheres em geral (porque a maioria esmagadora dos abusadores são homens, mas não se sintam excluídos do post) e trata de uma forma maravilhosa sobre o assunto. Ano passado a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (o homônimo ENEM) foi sobre a persistência da violência doméstica no Brasil e esse vídeo aqui da Jout Jout viralizou na internet de uma maneira tão positiva que eu não pude deixar de colocar ele aqui no post, porque esse assunto é muito importante. Ah, além disso, uma das minhas séries preferidas (que já cansou de ser citada aqui no blog) The Mindy Project, discutiu o assunto na primeira metade da temporada atual, a quarta. Eu até pensei em fazer um post aqui no blog sobre isso, mas esses dois posts que a Cibele me mandou (clique aqui e aqui para ler os posts) tratam bem do assunto. Tá vendo como é realmente grande coisa?

Era como se a dor não fosse minha. Como se a Alex que estava ali não fosse eu, mas outra pessoa, perdendo os sentidos um a um. Pág. 170

O livro é muito forte porque é narrado em primeira pessoa, então temos a visão da Alex do que está acontecendo e vemos como ela pensa e como ela está presa ali naquele relacionamento e os motivos que ela tem. Na nota, a autora explica o porquê de ela ter escrito o livro em primeira pessoa e eu super entendo (ao fim do livro, temos uma sessão de perguntas e respostas sobre relacionamento abusivo que são respondidas por um psicólogo PhD e que são de muita ajuda para quem está com esse problema). É para a gente se colocar ali no lugar da Alex e tentar compreender o que se passa na cabeça de uma mulher abusada e porque ela não deixa seu agressor e etc. Jennifer Brown mesma fala que a maioria das mulheres que ela conhece falam que “se ele levantasse a mão para mim, eu saía fora na hora!”, mas depois que a gente lê o livro, entendemos um pouco que sermos extremistas assim de nada adianta porque um relacionamento abusivo pode acontecer com todo mundo. Ninguém, independente de ser heterossexual, homossexual, bissexual, pansexual e etc. está livre disso. 



             
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Miss Fisher’s Murders Mysteries

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Resenhas de séries


Classificação:
Miss Fisher's Murders Mysteries - 2012
Status: 3 temporadas (aguardando)
Episódios vistos: 26
Canal Original: ABC1 (Australiana)
Canal no Brasil: Netflix
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Miss Fisher’s Murders Mysteries é uma série produzida e ambientada na Austrália, que tem como protagonista a incrível Phryne Fisher, uma mulher confiante e exuberante que volta para sua cidade natal, Melbourne, após quinze anos longe. A história se passa na década de 20, pós Primeira Guerra, por isso é bastante explorada a guerra e como ela afetou a vida das pessoas.

Miss Fisher volta para Austrália com o intuito de garantir que alguém que fez mal para ela no passado continue preso, enquanto isso desvenda casos de assassinato pela cidade colaborando com o inspetor Jack Robinson. Ao longo da série percebemos que Phryne é uma mulher muito a frente do seu tempo, por suas amizades, romances e escolhas e isso é maravilhoso. Ela é muito inteligente, com uma bagagem cultural de outros países imensa e, por ser extremamente influente, ela acaba “ajudando” outras mulheres a se verem mais independentes e menos conformadas.

Miss Fisher desvenda casos de assassinato pelos mais diversos motivos, e a série usa disso para tocar em assuntos importantes de forma mais leve, como aborto, homossexualismo (crime na época), abuso de poder, tráfico de garotas, poder da igreja, entre outros pontos que parecem sempre precisar de discussão, por isso mais do que descobrir quem é o assassino no fim de cada episódio, a série mostra como esses personagens, que estão inseridos naquele tempo, começam a ter uma visão diferente de certo e errado e que nem tudo pode ser ditado pela sociedade que os rodeia.

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