A Ascensão das Trevas – Queda dos Reinos 3

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A Ascensão das Trevas

Classificação:
Título Original: Gathering Darkness
Série: Queda dos Reinos
ISBN: 9788565765510
Gêneros: ,
Autor:
Ano: 2014
Páginas: 426
Editora:
Tradução: Flávia Souto Maior
Onde comprar:
Saraiva Fnac Cultura Amazon Submarino Kobo Kindle A compra pode gerar comissão ao blog.

Esse é o terceiro livro da série, e pode ter alguns SPOILERS dos outros dois. Se não se importar, siga adiante!

Eu… – ele começou a responder, bem devagar – … sou um Deus.

A busca pela tétrade está cada vez mais frenética em Mítica, Gaius está apostando todas as fichas na magia de Lúcia, mas a garota tem outras coisas em mente e passa a desconfiar de todos. Cleo se arrisca numa aliança com Jonas para conseguir sair na frente de seus adversários, enquanto vive uma relação tumultuada com Magnus, que cada vez mais se afasta do seu pai, Gaius.

Enquanto imortais aparecem em Mítica e tentam guiar os personagens na busca da magia perdida, de acordo com seus próprios interesses, outros reinos se aproximam de Gaius, convencidos que o Rei tem as respostas para encontrar a magia. Em um jogo de intriga, alianças e traições, quem detiver o poder da tétrade poderá modelar o mundo conforme sua vontade.

A Tétrade. Antes ele teria zombado da crença da magia, mas não mais. Não duvidava da veracidade da mensagem da princesa nem por um instante.

A autora vem construindo uma história grandiosa ao longo dos livros, o mundo está se expandindo a cada livro, novos personagens são adicionados a equação e os velhos vão ficando mais complexos e mais maduros. Quase nenhum personagem do livro é essencialmente bom ou mal, eles são motivados por elementos externos e estar na cabeça deles ajuda os leitores a entender as atitudes e até torcer por uma redenção.

O destino dos quatro, Cleo, Lucia, Jonas e Magnus, se entrelaçam na saga e estou esperando coisas grandiosas deles, mas definitivamente meu personagem preferido é o Magnus. Cheio de defeitos, viveu sempre tentando agradar um pai cruel e manipulador e agora se dá conta que pode ser mais do que isso. As passagens dele são as minhas preferidas, logo seguido das passagens da Cleo. Ela teve um desenvolvimento maravilhoso nos livros e enfrentou muitas dificuldades e estou torcendo alucinadamente pelos dois.

Posso adiantar que os últimos capítulos são de prender o fôlego e ler desesperadamente o que está acontecendo e ficar de boca aberta esperando o próximo livro.

Não há bondade dentro de mim, princesa, então por favor não perca tempo fantasiando que possa haver.

Essa é uma das minha séries preferidas atualmente, mal posso esperar para começar a ler o quarto livro, que já lançou por aqui. 

    
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Maestra

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Maestra

Classificação:
Título Original: Maestra
ISBN: 9788568432655
Gênero:
Autor:
Ano: 2016
Páginas: 320
Editora:
Tradução: Júlio de Andrade Filho
Onde comprar:
Saraiva Cultura Amazon Submarino Kobo Kindle A compra pode gerar comissão ao blog.

Há um tempo atrás me foi enviado um e-mail anunciando o lançamento desse livro, e o que mais me chamou atenção não foi nem a capa, mas sim o que estava escrito bem no cabeçalho “[…] Irá agradar fãs de Os Homens Que Não Amavam As Mulheres e Garota Exemplar“. Então no dia 16 desse mês, o dia do lançamento, fui na Travessa do lado da minha faculdade (sim, sim, um perigo) e comprei-o sem mesmo piscar. E ai como o The New York Times (autor da frase) está errado…

Judith Rashleigh é uma mestre em artes que tem um subemprego em uma das galerias de artes mais famosas do mundo, a British Pictures. Ela é puro potencial desperdiçado, e por isso odeia seu emprego, seus chefes metidos a besta e seu salário horrendo. Num dia, ela encontra uma antiga colega de escola, Leanne, numa estação de trem em Londres e esta a chama para “curtir uma noite” numa boate em que ela seria acompanhante – não prostituta – e lá, Judith (ou Lauren, seu novo nome) conhece um banqueiro rico e começa a se envolver no mundo da riqueza e se afogar cada vez mais nas tramas misteriosas dos aristocratas onde quem é o mais inteligente sempre leva vantagem: é matar ou morrer, muitas vezes, literalmente.

O ódio é melhor. O ódio mantém você frio, o mantém se movendo rápido, o mantém solitário. Se você precisar se tornar outra pessoa, a solidão é um bom lugar para começar. Pág. 40

Judith é aquilo que estamos acostumadas a ver: uma moça que tinha tudo pra dar certo na carreira dela, mas que é pisada diariamente na sua tentativa de ser reconhecida e chegar até o topo; então ela é demitida e meu Deus, e agora? Ela apenas se aproveita da ingenuidade dos outros e da sua inteligência para seu benefício próprio, e isso não é nem um pouco ruim, claro que não. O que pega é como isso foi desenvolvido dentro do livro. Sinto que a autora tinha uma vontade muito grande de criar um ar misterioso e conspiratório envolvendo o mundo das artes só que em algum lugar ela perdeu a mão e começou a escrever uma história que, no fim, me pareceu um pouco repetitiva e sem pé nem cabeça.

Dou alguns pontos para a protagonista: Judith é uma mulher resoluta, inteligentíssima, ótima em ler as pessoas e às vezes até voraz para conseguir o que quer. Só que ao longo do livro a vemos em paisagens lindíssimas da Itália, da França fazendo sabe-se Deus o quê, já que a maneira que Judy age para conseguir o que quer me deixou meio duvidosa às vezes – não do tipo “hmmm, será que vai dar certo?” mas “putz, não tô entendendo nada que está acontecendo nesse livro, alguém me ajuda?”. Tudo parece fácil e fantasioso demais, sabe?!

Se há uma coisa que ser mulher me ensinou é, quando em dúvida, banque a tola. Pág. 164

Friso que, pra mim, foi um disparate muito grande da editora colocar aquela frase que eu citei lá em cima em destaque na capa do livro. Quem lê o que eu escrevo aqui no blog sabe que eu sou fangirl enlouquecida tanto de Millennium como de Gillian Flynn, portanto é só colocar uma frase envolvendo um ou os dois em capa de livro que eu compro sem pensar, então comparar Maestra, que é bem ruinzinho, com minha série de livros favorita/uma de minhas autoras favoritas, para mim, foi falta de consideração com meu intelecto e com meu precioso dinheiro. Eu só coloquei 3 estrelas ali porque na parte final do livro a Judith realmente me fez de trouxa e eu entendi e bati palmas para o que ela fez, mas se não fosse isso, daria duas estrelas só porque eu gostei da forma como ela julga muito bem o caráter alheio e se usa disso e da sua experiência de vida para tirar vantagem dos outros.

Ah, assim como A Garota no Trem, perdi um tempo precioso da minha vida lendo esse livro; e ah, os direitos desse livro foram comprados para se tornarem um filme – que eu não pretendo ver não, muito obrigada.

      
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Finalmente estou vendo: Game of Thrones

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Classificação:
Game of Thrones - 2010
Status: 6 temporadas (renovada)
Episódios vistos: 23
Canal Original: HBO
Canal no Brasil: HBO
Onde comprar: saraiva *A compra pode render comissão ao blog.

POST SEM SPOILERS. Pode ler à vontade (mas se quiser deixar spoilers pra mim nos comentários eu aceito. O do Jon Snow eu já sei, sejam originais).

NOSSA MAS VOCÊ NUNCA VIU GAME OF THRONES??????? A resposta curta: não. A longa: Depois de tantos anos testemunhando as pessoas surtarem com a série e sendo soterrada por uma avalanche de spoilers a cada novo episódio, resolvi começar a ver, afinal o que mais me restava? NOSSA MAS DESDE 2010!!! POR QUE VOCÊ AINDA NÃO TINHA VISTO????!!!!!!!!???? Eu decidi que queria ler os livros antes, no entanto, eu não tinha comprado na época e até hoje não comprei. Estamos aqui em 2016 e eu só li a primeira frase do primeiro livro. Já estava claro o suficiente que eu não ia ler esses livros né? Então eu comecei a série. Não me arrependo de ter demorado, mas não pretendo fazer isso de novo, porque é muito sofrimento não ver uma série aparentemente maravilhosa por escolha minha. Sinceramente não recomendo.

Comecei a ver na semana passada e ainda (já?) estou na terceira temporada, no começo é tudo tão “tranquilo” que demorei a entender o título GUERRA dos tronos. No começo não tem nada disso, mas a partir do fim da primeira temporada (onde a minha deusa Khaleesi encerra com chave de ouro) fica claro que coisas muito sinistras vão acontecer, e acontecem mesmo.

Não sei o quão fiel é a série com relação aos livros, a única coisa que procurei foi a relação da Daenerys com o Khal Drogo e vi que tem poucas diferenças, mas quem quer que escreva essas coisas não tem pena de ninguém. Morre figurante, morre bicho, morre personagem principal. Se vai ver a série tem que ir com o coração 100% desprendido, não ouse se apegar a nada. Não existe um personagem que tenha uma vida feliz, todos eles vão passar por N desgraças, se não assistir com desapego, fica difícil continuar na série.

khaleesi_hands

A próxima vez que você levantar a mão para mim será a última vez que você terá mãos.

A segunda temporada até agora para mim foi a mais desinteressante porque foi onde a guerra começou a se formar, o roteiro passou muito tempo apresentando os lados, seus argumentos e estratégias então a ação mesmo foi acontecer só no final, o resto foi só uma preparação bem extensa. Como eu não sou muito fã de guerras no geral, acabei não ficando muito satisfeita.

got

Lembra quando eu falei ali em cima para não se apegar a nada? Eu claramente não sigo meu próprio conselho porque já sofri tantas mortes e sei que tem tantas outras para sofrer ainda. Quando algo morre nessa série, dificilmente é de uma forma discreta e tranquila, é mais comum ser decapitado ou torturado que é pra quem assiste sofrer mesmo. Se eles não tem pena dos próprios personagens porque teriam pena do espectador não é mesmo?

Só por causar esse monte de sentimentos já fica claro que todos os elogios a Game of Thrones não foram um exagero e a série é sim MUITO boa, pretendo terminar todos os episódios existentes assim que a vida permitir. Enquanto isso vou rezar todas as noites pelo bem estar da minha deusa Daenerys e do Tyrion.

tyrion

Tyrion melhor personagem

      
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