Li até a página 100 e…#41: Destinos e Fúrias, Lauren Groff

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Li até a página 100 e...

Destinos e Fúrias

Título: Destinos e Fúrias
Autor: Lauren Groff
Onde comprar: Saraiva Cultura Kobo A compra pode render comissão ao blog.

Primeira frase da página 100:
"A porta se abriu e surgiu uma cabeça cor de abóbora, quase careca."

Do que se trata o livro?
Lotto e Mathilde se conhecem aos 22 anos e se casam pouco depois de começar a namorar. O livro fala da relação deles e é contado pelos dois lados, "Destinos" é a versão do Lotto e "Fúrias" a de Mathilde.

O que está achando até agora?
Atualmente estou em 32% e parece que já li uns 6 livros de tanta coisa que parece ter acontecido. A narrativa é muito diferente de qualquer coisa que eu tenha lido antes e esse é o único ponto positivo que consigo destacar. Lotto é chato DEMAIS e "Destinos" está sendo um desafio porque sinceramente cada novo parágrafo me desperta uma vontade irresistível de largar esse livro para lá.

O que está achando da personagem principal?
EU NÃO AGUENTO MAIS O LOTTO. Ele é muito egocêntrico e está sempre triste, se eu achasse que dava para pular para segunda parte (que só começa em 56% me ajuda) sem perder nada eu faria isso agora.

Melhor quote até agora:

"Nada como uma mulher se matando de trabalhar para reprimir a disposição para o amor. Nada como sonhos desfeitos, pensou Lotto, e decepção."

Machista sim mas reflete exatamente essa primeira parte do livro.


Vai continuar lendo?
Vou mas só porque no Goodreads a maioria dos comentários diz que a segunda parte faz tudo valer a pena e eu acredito porque tive esse mesmo sentimento de preguiça com a primeira parte com Garota Exemplar, mas a segunda parte realmente fez tudo valer a pena, então vamos lá.

Última frase da página:
"Sozinhos outra vez - disse Mathilde, observando os últimos faróis traseiros dos carros se afastarem."

OBS: Estou lendo esse livro em e-book então na verdade não tirei as informações da página 100 e sim da posição 30% do livro no meu Kindle.

        
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Pecados no Inverno – As Quatro Estações do Amor 3

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    Livros da série As Quatro Estações do Amor:

  1. Segredos de uma noite de verão
  2. Era uma vez no Outono
  3. Pecados no Inverno
  4. Escândalos na Primavera

Capa original

Pecados no Inverno

Classificação:
Título: Pecados no Inverno
Título Original: Devil in Winter
Série: As Quatro Estações do Amor
ISBN: 9788580415872
Gêneros: ,
Autor:
Ano: 2016
Páginas: 288
Editora:
Tradução: Maria Clara de Biase
Compre:
Saraiva Fnac Cultura Amazon Submarino Kobo Kindle A compra pode gerar comissão ao blog.

Esse é o terceiro livro dessa série, sendo que cada livro possui um história fechada e foca em um determinado casal. Geralmente não tem problema ler fora de ordem, mas além de ser sempre interessante ler na ordem, pois assim você conhece a história como ela foi idealizada, um dos protagonistas desse livro teve um papel importante no livro anterior, por isso recomendo ler pelo menos o segundo livro antes desse. Essa resenha vai ter alguns SPOILERS do que aconteceu no segundo livro, mas se você não se importar, vamos em frente!

O senhor a ra-raptou – contrapôs Evangeline calmamente – “Empréstimo” sugere que pretendia devolvê-la.

Evie, a mais tímida do quarteto de solteironas resolve propor casamento para o Lorde St. Vicent, o mesmo que raptou sua amiga, Lilian Bowman, para se casar contra a vontade dela. Depois de pesar os prós e contras em continuar vivendo com a família da sua mãe, que a maltrata intensamente e não a deixa visitar seu pai, a beira da morte, Evie resolve que St. Vicent é sua melhor opção.

A solução de se casar com St. Vicente beneficia ambos, Evie terá a liberdade de ficar com seu pai em seus últimos dias de vida e St. Vicent se casará com uma herdeira rica, já que além do dote, com a morte do pai de Evie, ela herdará o clube Jenner’s e a sua fortuna. 

Isso não é um casamento por amor. É um casamento de conveniência e não há calor suficiente entre nós nem para acender uma vela de aniversário. Prossiga com isso, por favor. Nenhum de nós dorme direito há dois dias.

Assim como os outros livros da série, é um livro leve e divertido, mas me incomodou profundamente o vilão ter virado mocinho. Em Era uma vez no Outono St. Vicente extrapola o bom senso e ameaça estuprar a Lilian para garantir o casamento, nesse livro temos uma outra percepção dele, inclusive em determinado momento será esclarecido que ele não teria feito nada e tudo não passou de ameaça. Mas, eu como mulher, me incomodei.

Eu entendo que se passa em outra época, que as mulheres tinham que se submeter totalmente aos seus pais, irmãos e maridos e muitas coisas precisam ser relevadas, porém a romantização de um vilão sempre me irrita. Normalmente são livros de redenção, principalmente por parte dos personagens masculinos, mas a transição de vilão para mocinho dessa história foi menos trabalhada que o normal. Desde o inicio St. Vicent está super protetor e atencioso com a Evie e eu ficava me perguntando, cadê o personagem que apareceu no último livro? – Sendo justa, ele já era sedutor e cavalheiro, mas só até raptar a mocinha e tentar ~seduzi-la~ contra a vontade dela.  Nesse livro, como um bom herói, St. Vicent se redime dos seus pecados, faz as pazes com os Westcliffs e batalha pelo seu final feliz. Enfim, minha opinião é que ela não deveria ter feito um personagem tão canalha em um livro, só para redimi-lo no outro. 

Os pontos positivos do livro é que a Evie é formidável, mesmo tendo sido considerada passiva e a mais apagada do quarteto de solteironas nos outros livros, ela é focada nos seus objetivos e usa todas as armas possíveis para alcançá-los. Olhando do ponta de vista dela eu entendo a decisão de ter ido procurar St. Vicent como a única opção possível, e admirei a força e determinação dessa garota. Alguns personagens e lugares que tem aparecido nessa série também aparecem em outra série da autora, Os Hathaways. Série que li primeiro, já que foi a primeira da autora trazida para o Brasil, e por isso me empolga ver esses personagens antes dos acontecimentos da outra série.

Eu gosto da Lisa Kleypas, ela é uma das minhas autora preferidas do gênero, vou continuar lendo essa série e seus livros, só acho que ela poderia ter pensado melhor antes de ter transformado o St. Vicent em vilão para depois apresentá-lo como mocinho. Agora só está faltando a Dayse se casar, a mais romântica e espevitada das quatro solteironas.

Se depender do meu amor, eu o manterei comigo

      
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As Duas Torres – O Senhor Dos Anéis 2

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Resenhas de Livros

    Livros da série O Senhor dos Anéis:

  1. A Sociedade do Anel
  2. As Duas Torres
  3. O Retorno do Rei

Capa original

As Duas Torres

Classificação:
Título: As Duas Torres
Título Original: The Two Towers
Série: O Senhor dos Anéis
ISBN: 8533615566
Gênero:
Autor:
Ano: 1954
Páginas: 486
Editora:
Tradução: Lenita Maria Rímoli Esteves
Compre:
Saraiva Cultura Amazon Submarino Kobo Kindle A compra pode gerar comissão ao blog.

Chegamos então à Segunda Parte da Guerra do Anel: Frodo e Sam estão indo para a terra sombria e desolada de Mordor para destruírem o Um Anel, enquanto Píppin e Merry foram sequestrados pelos orcs de Saruman, e Aragorn, Legolas e Gimli escolhem então resgatar Píppin e Merry, deixando Frodo com o fardo do Anel, que pode lhe custar não só a sua vida, mas a de todos os habitantes da Terra-Média. Leia a resenha do primeiro livro aqui, e cuidado, porque existem SPOILERS!

Os outros agora também olhavam para o leste. Por sobre léguas de terras que se estendiam, lá adiante eles divisavam o horizonte, e a esperança e o medo ainda faziam seus pensamentos avançarem mais, além das escuras montanhas, para a Terra da Sombra. Onde estaria agora o Portador do Anel?. Pág. 154

Apesar da demora para concluir a leitura de As Duas Torres, cá estou eu, talvez mais obcecada do que nunca com o universo de O Senhor dos Anéis. Dessa vez a demora foi injustificada, já que diferentemente de A Sociedade do Anel, o segundo livro é bem menos parado, com muitas cenas de batalha e uma expansão da mitologia da série, além do retorno de muitos personagens importantes e que só haviam sido mencionados ou levemente explorados no primeiro volume. Temos também uma chuva de personagens novos, mas ainda dá para acompanhar bem. Falando em acompanhar, o primeiro livro (cada livro/volume da série contém dois livros: A Sociedade do Anel são os livros I e II, As Duas Torres são III e IV e O Retorno do Rei V e VI) segue primeiro os passos de Píppin e Merry que estão reféns dos orcs de Saruman, e que depois fogem para Fangorn; então passamos para a parte de Aragorn, Legolas e Gimli, que estão atrás dos dois hobbits e acabam se envolvendo na treta de Rohan, com um amado personagem que está de volta. Milhões de coisas acontecem, e a parte da ação é ótima, deixa o leitor virando páginas insanamente querendo saber o que vai acontecer – as tensões são muito bem construídas. Bate uma agonia muito grande quando há a luta no Abismo de Helm e achei a resolução de como ocorreu a (passe o mouse para ler o spoiler) Ruína de Isengard muito bem escrita, já que não estávamos junto de Merry e Píppin para acompanharmos. Um fato que me incomodou muito, porém me é compreensível, é que Frodo e Sam só dão o ar da graça no livro IV! Sim, só após 278 páginas que o Portador do Anel e seu fiel escudeiro aparecem – mas eu entendi que isso se deu mais para que o leitor se situasse no mundo aquém o protagonista, e também para que os acontecimentos tivessem a devida importância e proporção que tinham que ter, só que poxa Tolkien, eu fiquei desesperada para saber como Frodo e Sam iam chegar so-zi-nhos em Mordor! e é aí que um dos meus personagens favoritos entra…

[…] Talvez possamos abrir uma estrada, ou ter um fim que seja digno de uma canção – se sobrar alguém para cantar nossa história. Pág. 186

Preciso deixar claro aqui que, por mais que o livro III tenha sido ótimo e etc., é óbvio que meu coração palpitava de preocupação cada vez que eu pensava em Frodo e Sam indo para Mordor, e foi tanto um alívio quanto uma angústia chegar no livro IV e poder saber o que estava se passando com eles. A narrativa é construída de forma que o leitor (pelo menos eu) fica nervoso com tudo que acontece: eles não sabendo qual caminho tomar, o modo como eles conseguem um guia (alerta de spoiler  – passe o mouse para ler – meu tão amado e tão odiado Gollum/Sméagol), os Pântanos Mortos, o Morannon, entre outras coisas. Eu fiquei particularmente enojada com a descrição das cercanias de Mordor, dos fedores e da vegetação que cobre os lugares, além de temer os orcs – e também alguns homens fiéis ao Senhor do Escuro. O fim do livro é desesperador, e eu já fiquei nervosíssima para pegar em O Retorno do Rei para ver que fim essa história vai ter.

Ao longo de todas as léguas de desolação que ficavam diante dos portões de Mordor, fazia-se um silêncio negro. Pág. 303

Assim que acabei de ler o livro, assisti à versão estendida do filme (o que são quatro horinhas hein?) e fiquei muito feliz com a adaptação – eu assistia a maratona que passava na TV quando tinha 9 anos, então, como não me lembro nem o que comi ontem, óbvio que não lembrava absolutamente nada de nenhum dos três filmes e estou usando isso a meu favor. Achei muito sábia a escolha de Gimli como alívio cômico do longa, e ele e Legolas disputando quantos orcs mataram na batalha foi uma parte do livro que eu adorei e achei sensacional a terem posto no filme! Pensei que não fossem dar muita trela para a luta no Abismo de Helm, mas foi ótima. O trabalho de maquiagem e figurino, da caracterização em geral, foi muitíssimo bem feito; não foi à toa que o filme foi indicado ao Oscar de Melhor Direção de Arte de 2003. Eu só tenho duas ressalvas: não gostei do modo como desonraram Faramir no filme, embora eu entenda os motivos; e achei que deixaram muita coisa para o terceiro filme, como a parte do Túnel de Laracna e de um personagem importante encurralando outro grande personagem em sua morada (cansei de escrever spoilers, rs). E, por fim, só queria deixar aqui uma observação: são perceptíveis várias semelhanças, embora bem superficiais, entre O Senhor dos Anéis e séries como Harry Potter ♥ e Crônicas de Gelo e Fogo ♥, e eu fiquei emocionada ao perceber como o trabalho de J. R. R. Tolkien influenciou e serviu de inspiração para gerações de escritores e fãs, e que como um pedacinho seu está presente nos corações de muita gente, embora eles mesmos talvez não o saibam.

P.S.: Pra não perder o costume, aqui temos um gif de Viggo Mortensen, vulgo Aragorn:

Ai ai...

Ai ai…

        
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