Top 5 – Filmes de Terror Novos e Bons

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Não é incomum ver fãs de terror reclamando como os filmes do gênero não são tão bons quanto os de “antigamente”. Reconheço que existe MUITO filme ruim sendo lançado recentemente, isso vale para todos os gêneros, e sempre teve. Óbvio que para cada série infinita Jogos Mortais ou Uma Noite de Crime é preciso “garimpar” muito até achar alguma coisa boa, mas no intuito de te ajudar, destaco aqui cinco filmes que realmente me fizeram apreciar um tipo de filme que eu já tinha abandonado.

 

A Morte Te Dá Parabéns (Happy Death Day) – 2017

Tree (Jessica Rothe) é uma jovem que é assassinada no seu aniversário e tem que reviver o dia de sua morte várias e várias vezes, tentando descobrir quem foi seu assassino, antes que suas chances se acabem.

Esse filme foi lançado e eu não dei a menor atenção, sinceramente achei que seria apenas mais um terror adolescente como tantos por aí, mas o que despertou meu interesse foram os elogios constantes que eu li. A Morte Te Dá Parabéns não tem uma sinopse exatamente inovadora e acaba caindo em certos clichês, mas é no geral um filme extremamente divertido e Jessica Rothe transformou a protagonista em uma das melhores coisas do filme. Não dá pra sentir medo, mas não deixa de ser uma boa diversão. O diretor tem planos para uma desnecessária sequência e, considerando o sucesso do primeiro, não é impossível de acontecer.

 

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Your Name. (Kimi no Na wa.)

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Your Name. (Kimi no Na wa.)

Minha Classificação:
Your Name. The Movie DB
de Makoto Shinkai
Título Original: 君の名は。
Roteiro: Makoto Shinkai
Elenco: Ryunosuke Kamiki, Mone Kamishiraishi, Masami Nagasawa, Etsuko Ichihara, Ryou Narita, Aoi Yuki
Estreia: 26/08/2016
País: Japão
Gênero: Romance, Animação, Drama

Mitsuha é uma adolescente que vive numa cidade pequena do Japão. Ela é infeliz por morar no interior e queria poder viver em Tóquio. Taki está no último ano do ensino médio e está acostumado com a vida que vive como filho único na cidade grande. Por algum motivo que ninguém sabe explicar, Mitsuha e Taki trocam de corpo e vivem a vida um do outro por um período de tempo. Apesar de não se conhecerem e viverem vidas bem distintas, eles sentem uma ligação muito forte e começam a procurar um pelo outro.

Essa sinopse é bem superficial porque eu realmente não quero estragar nada da história para você. Não vou mentir que essa coisa de “troca de corpo” eu vejo desde criança em filmes como Se Eu Fosse a Minha Mãe (e seu remake Sexta-Feira Muito Louca) passando por Coisas de Meninos e Meninas até o nacional Se eu Fosse Você, então não é algo que hoje em dia atraia minha atenção. Mas Your Name. é o anime de maior bilheteria de todos os tempos então já dava pra saber que tinha algo de diferente. E tem mesmo.

A primeira coisa que dá pra reparar já nos primeiros segundos de exibição é a qualidade visual. A fotografia do anime é LINDA, é sem dúvida uma das animações mais visualmente bonitas que já vi. Isso é sem dúvida um grande mérito mas nem de longe é o único. O roteiro é também muito bom. Eu fiquei completamente envolvida pela história e fui pega de surpresa diversas vezes por acontecimentos que mudaram completamente o rumo do que eu estava assistindo. Apesar de ter uma premissa batida, o desenvolvimento é totalmente diferente de qualquer outro do gênero. 

Eu não cheguei exatamente a ler críticas mais detalhadas antes de assistir e somando isso à minha falta de interesse com essa ideia batida, fui esperando ver um filme apenas mediano. Lindo e bem executado, sem dúvida, mas com uma história não muito surpreendente. Obviamente eu estava enganada já que o filme é bom em todos os sentidos. O roteiro brinca com suas expectativas e emoções o tempo inteiro e o jeito de contar a história me incomodou um pouco no começo, acho que deve ter sido particularmente confuso para quem viu sem ler a sinopse, mas isso foi totalmente justificável no desenrolar da narrativa.

Como sempre, Hollywood não pode ver que outro país fez um filme bom e já quer fazer remake, então J.J. Abrams está envolvido no projeto do live action americano. Apesar de confiar muito no trabalho do J.J. acho que não tem como refazer algo que já está tão bom. Eu acabei o anime seriamente impressionada e apaixonada então tenho zero esperanças de que essa nova versão vá trazer algo de bom. Espero estar errada mais uma vez.

O Império Final – Mistborn 1

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    Livros da série Mistborn (Nascidos das Brumas):

  1. O Império Final
  2. O Poço da Ascensão
  3. O Herói das Eras
O Império Final – Mistborn 1

Minha Classificação:
Mistborn: O Império Final (Mistborn, #1) goodreads
de
Publicação: em 2014
Gêneros: ,
ISBN: 9788580448641
Título Original: Mistborn : The Final Empire
Páginas: 608
Tradução: Marcia Blasques
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Capa original

O Império Final é uma teocracia ditatorial comandada com mãos de ferro pelo Senhor Soberano e seus Obrigadores e Inquisidores de Aço. A sociedade é dividida entre nobres e skaa, estes últimos vivem em condições miseráveis: tomam surras frequentes, trabalham em regime de escravidão e morrem de fome e doenças o tempo todo. É na capital desse mundo cujos dias de sol vermelho e chuvas de cinzas se contrapõem com noites de brumas densas, Luthadel, que mora Vin, uma skaa que vive com uma gangue de ladrões que dão golpes em nobres. Também vive Kelsier, o Sobrevivente de Hathsin e chefe de uma das maiores gangues do submundo de Luthadel. Eles querem melhorar o mundo, que supostamente foi salvo pelo Herói das Eras… Mas onde foi que este falhou?

E a crueldade era a mais prática das emoções. Pág. 30

Certo dia no twitter, vi várias pessoas indicando Mistborn como leitura. Curiosa que sou, comecei a ler o ebook, porém tenho sérios problemas com livros que têm mapas – só consigo acompanhar o que acontece direito caso consiga olhar o mapa com muita frequência, então esperei e comprei o livro (a trilogia na verdade, cof cof) físico, e cá estou, muito feliz. Penso que nunca tenha lido antes um livro de alta fantasia assim tão complexamente ótimo como O Império Final. A heterogeneidade da história não está só na sociedade construída por Brandon Sanderson, mas também nos personagens e em como o enredo da trama se desenrola solenemente até um final cheio de reviravoltas imprevisíveis (sério, fui otária umas cem vezes no fim do livro e não poderia estar mais satisfeita).

– O quê? – Ham perguntou. – Roubo? Assassinato?
– Um pouco dos dois – Kelsier disse. – E, ao mesmo tempo, nenhum deles. Cavaleiros, esse não será um trabalho normal. Será algo diferente de tudo o que qualquer gangue tenha tentado. Vamos ajudar Yeden a derrubar o Império Final. Pág. 79

O livro é dividido em cinco partes, cada uma com vários capítulos. Cada capítulo é encimado por um pedaço do diário do Herói das Eras, que supostamente enfrentou as Profundezas e salvou a humanidade. Através disso, temos um vislumbre do mundo antes do domínio do Senhor Soberano, antes das chuvas frequentes de cinzas, do sol vermelho e das plantas marrons; e também da jornada do Herói até livrar o mundo das Profundezas. Como a história é narrada em terceira pessoa, temos ponto de vista de Vin e Kelsier – mas através dos planos deles, podemos vislumbrar a nobreza, os ministérios e até os exércitos do Senhor Soberano. A construção de mundo do autor é tão plausível que é impossível não se envolver com os acontecimentos e não torcer para que a gangue finalmente alcance seu objetivo: a narrativa é densa ao mesmo tempo que é bem explicadinha, de uma forma que o leitor que está imergindo ali entenda tudo sem maiores problemas. O que devo ressaltar é que sim, existem sequências de ações pontuais e frenéticas ao longo do livro (principalmente no final), mas é em suma uma trama política, de espionagem e jogos de poder que são condizentes com uma revolução popular junto com um golpe de estado. São seiscentas páginas de história que narram de forma muito leve um plano mirabolante e como ele se desdobra, além das consequências dele, e com elementos fantásticos (alomancia e feruquemia) usados com frequência sim, mas com sabedoria para que não se obscureça o fator principal que é a mudança do status quo – e gostei demais disso no livro! Disso e claro, dos personagens…

– O truque é nunca parar de procurar. Sempre há outro segredo. Pág. 90

Vin é uma skaa ladra, mas é forte, determinada, muitas vezes teimosa e também ingênua, sincera, corajosa e muito inteligente. Os traumas passados dela são muito bem construídos e só enriquecem mais a personagem, a tornam mais fácil de gostar e também faz com que suas atitudes sejam plausíveis. O mesmo acontece com Kelsier, e enquanto Vin é taciturna e direta, ele é um poço de carisma. De longe o personagem mais engraçado do livro, ele conquista pela sua loucura descabida, pelo seu senso de liderança e seus atos imprevisíveis e ardilosos como Nascido das Brumas. Os personagens secundários podem parecer menos importantes, mas Brandon Sanderson constrói uma atmosfera tão envolvente que quando o leitor se dá conta, ele já se sente parte da gangue. Ham, Brisa, Trevo, Yeden, Fantasma, Marsh, Sazed e Renoux, todos têm seu papel bem delineado na história e todos são importantes. Destaque para Sazed, que tem uma história prévia sensacional e de suma importância no livro – além de ele ser um personagem muito maravilhoso; e Ham, o Brutamontes filósofo que consegue ser super fofo. É importante dizer também que todos os personagens têm crescimento e desenvolvimento em O Império Final, não só os protagonistas. E ao longo do enredo, o autor nos deixa ansiosos e tensos o tempo todo – mesmo com as palhaçadas de Kelsier e as brincadeirinhas entre os membros da gangue, além dos planos da rebelião em si – porque a presença intimidadora do Senhor Soberano e seu poder pairam como uma ameaça velada mas ainda assim sufocante em cada página, colocando o perigo ali a todo o tempo…

– Os melhores mentirosos são aqueles que dizem a verdade na maior parte das vezes. Pág. 265

Tanto os plot twists como os personagens como as tramas políticas fazem de O Império Final uma leitura completa e incomparável para os fãs de fantasia. Por mais que faça parte de uma trilogia, esse primeiro livro é extremamente bem amarrado, o que me fez questionar o que haveria de história sobrando para mais dois volumes – e volumes maiores do que esse primeiro. Então me veio a cabeça que Brandon Sanderson cita muitos elementos importantes e determinantes do Império Final que ainda não aparecem ativamente nesse primeiro livro, então sim, ainda há muito pano para a manga, e pretendo continuar a leitura nesse universo até o fim.