Oscar Literário

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Eu vi essa tag aqui e descobri que foi criada pela Kayla do canal BOOKadooodles e já que estamos em época de Oscar, pensei por que não? São 14 perguntas para analisarmos livros baseadas em categorias do premiação de filmes. As perguntas foram mantidas mas não seguimos as regras de não repetir livro. Eu procurei (porcamente) alguém que tenha feito no Brasil e não achei – na verdade eu achei parecidas aqui, igual mesmo não, – mas caso já exista aqui, me avisem que eu atualizo o post. Já tava na hora de começarmos a responder tags aqui no blog né?

Meryl Streep concorda, logo sua opinião é irrelevante.

Meryl Streep concorda, logo, sua opinião é irrelevante.

E vocês podem fazer essa tag também tá?

1- Melhor ator (melhor protagonista masculino)

CIBELE: Juro que fui no Skoob/Goodreads olhar todos os livros que já tinha lido para ver se lembrava de outro, mas não teve para ninguém. O campeão dessa categoria é Dimitri Belikov da série Academia de Vampiros (Richelle Mead). Podia ficar aqui a semana inteira tentando explicar as qualidades dele, mas não ia conseguir chegar nem perto. Ele é um personagem bem construído e maravilhoso e não tem pra mais ninguém nessa categoria.

CAMILA: Tyrion Lannister – As Crônicas de Gelo e Fogo (George R. R. Martin), o melhor personagem de todos os tempos.

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Please Ignore Vera Dietz

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Please Ignore Vera Dietz

Classificação:
Título: Please Ignore Vera Dietz
ISBN: 0375865861
Autor: A.S. King
Ano: 2010
Páginas: 336
Editora: Knopf Books for Young Readers
Nível do idioma: Intermediário
Lançamento no Brasil: Comprado por uma editora nacional
Esse livro foi: Presente
Cultura Book Depository Kobo Kindle
*A compra pode gerar comissão ao blog.

“Se você acha que seu melhor amigo morrer é uma merda, tente seu melhor amigo morrer depois de te ferrar. É a maior merda de todas.”

Foi essa frase aí de cima que me convenceu a ler o livro. Melhor do que qualquer resumo que eu possa escrever, essa frase do primeiro capítulo, passa a ideia perfeita. Vera e Charlie eram amigos, ela era apaixonada por ele, eles brigaram, ele morreu. Ela sabe mais sobre o que aconteceu na noite da morte do que qualquer um investigando o caso e Vera é a única que pode inocentar Charlie do que quer que ele estivesse sendo acusado.

No primeiro contato com a história, um narrador observador diz que “Charlie é o picles do Big Mac da Vera”, o que pode ser bom ou ruim dependendo do que Vera acha de picles. E pior que eu terminei de ler e não tenho uma resposta pra isso. Mas a verdade é que o livro promete muito, mas eu acabei não gostando. Achei a relação Vera/Charlie BEM problemática (não consigo exemplificar sem dar spoilers) e tem muitos assuntos sérios envolvidos (pedofilia, abuso, violência) que são tratados como “pedras no caminho” e não como pontos que merecem maior atenção.

“Eu sinto tanto a falta dele, mas é confuso, porque eu sentia falta antes dele estar morto, e esse é o grande problema. Eu sentia falta muito antes dele estar morto.”

A escrita do livro é ÓTIMA e esse é de fato o único ponto positivo do livro. Tá, na verdade eu também gostei da narrativa ser feita por mais de um ponto de vista tendo inclusive narração de objetos e do Charlie fantasma. Não exatamente fantasma, mas ele tá narrando depois de morto então não sei como descrever melhor.

Acho que tirando o pai da Vera, eu não gostei de nenhum personagem. Todos me irritaram demais.  A Vera inclusive é aquele clichê de protagonista YA – de todos os pontos vou ressaltar a baixa auto estima – que aceita qualquer coisa. A autora faz questão de dizer várias vezes como Vera é inteligente e ~insira montes de qualidades aqui~ mas as atitudes dela mostram exatamente o contrário. O Charlie não faz nada além de tratá-la feito cocô e ela continua apaixonada por ele. Sempre. Em muitos YAs tem um personagem com bom senso pra chamar a atenção de quem tá fazendo burrice, mas aqui não tem. Então a Vera continua fazendo besteira, eu continuo revirando os olhos, ninguém fala nada e vida (livro) que segue.

“Eu queria que pudéssemos voltar e subir em árvores juntos de novo. Eu te amo, Vera. Sempre vou amar.”

O livro tem um ritmo lento, focando mais do que o necessário em coisas do dia a dia da Vera, como o trabalho dela na pizzaria, então as respostas aparecem já bem perto do final, embora pistas sejam jogadas ao longo da leitura. Todos os mistérios levantados tem solução, mas ainda assim o final não foi conclusivo TALVEZ SPOILER porque não dá para saber o que vai ser feito na questão de inocentar ou não o Charlie.

Tem outro livro da autora que eu quero ler há anos (The Dust of 100 Dogs) e não vou desistir só pela grande decepção de Vera Dietz. Se você quiser dar uma chance, vá em frente, só não diga que não avisei.




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Homens, Mulheres & Filhos

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capa original
Homens, mulheres & filhos

Classificação:
Título: Homens, mulheres & filhos
Título Original: Men, women & children
ISBN: 9788501070692
Autor: Chad Kultgen
Ano: 2014
Páginas: 351
Editora: Record
Esse livro foi: Comprado
Saraiva Fnac Cultura Submarino Amazon Kobo
*A compra pode gerar comissão ao blog.

[AVISO DE GATILHO] (Não sabe o que é isso? Clique aqui para saber)

SINOPSE OFICIAL:
Homens, mulheres & filhos é a melhor obra de ficção já escrita sobre a sexualidade de adolescentes e adultos em tempos de Internet. O autor cria uma rede de personagens que levam vidas comuns e aparentemente normais, mas, no fundo, repletas de neuroses, fraquezas, pudores, perversões, inseguranças, ingenuidades, e cujo comportamento é influenciado diretamente pela mídia e pelo mundo virtual. O filho obcecado por videogames, a adolescente com mania de magreza, a mãe superprotetora, a filha rebelde, o jovem deprimido, a esposa que não se sente mais desejada, o marido que foi abandonado pela mulher, o pai viciado em pornografia on-line neste livro fantástico existe um personagem para cada um de nós. Homens, mulheres & filhos abre uma janela para mostrar, de um jeito direto, honesto, às vezes trágico, algumas vezes cômico, como funciona a cultura emocionalmente traiçoeira em que vivemos. Um livro extremamente bem escrito que vai entreter o leitor e, ao mesmo tempo, fazê-lo pensar. Homens, mulheres & filhos foi adaptado para o cinema. O filme foi dirigido pelo aclamado Jason Reitman e estrelado por Adam Sandler, Jennifer Garner, Emma Thompson, Judy Greer e Ansel Elgort (o jovem ator que interpretou o personagem Gus no filme A culpa é das estrelas). Homens, mulheres & filhos é um retrato sem paralelo da política sexual na era das redes sociais. Ele me faz lembrar do primeiro contato que tive com filmes como A primeira noite de um homem e Beleza americana. Jason Reitman, diretor de Juno e Amor sem escalas. Este livro mostra a solidão em um mundo no qual mensagens de texto no Facebook e chats on-line são considerados formas íntimas de comunicação. (New York Times). Fonte.

Estava rolando o maior burburinho sobre o livro e o filme e como eu sou uma pessoa curiosa, decidi me arriscar. Não vi o filme, só o livro. Esqueça a parte de “melhor obra de ficção já escrita sobre a sexualidade de adolescentes e adultos em tempos de Internet” na sinopse e esqueça a parte de que isso é ficção também. Calma, vou explicar tudo.

O escritor quis mostrar a realidade nua e crua da sexualidade nesse século e na minha opinião, não passou bem essa mensagem. O livro já começa com uma cena sexual seguida de masturbação então não se espante. O começo é bem promissor. Somos apresentados aos personagens e no decorrer da história eles vão se conectando e tudo vai fazendo sentido. Eu não vou detalhar os personagens aqui para não acabar com a ~emoção~ de quem vai ler e nem pra acabar falando demais. O livro não tem personagens principais, não tem herói nem vilão (não tem personagens de destaque do “bem” e do “mal” mas eu duvido você conseguir aturar, engolir e não achar o Don um belo de um merda) e nem tem momentos bombásticos de cair o queixo. É como se estivéssemos invisíveis dentro do cotidiano de várias pessoas. 

O livro é extremamente explícito. As partes que contém sexo ou masturbação são beeeem detalhadas e o escritor é bem direto. Não é um livro para se deixar solto em casa onde seus parentes conservadores e/ou novos e/ou altamente impressionáveis geralmente circulam. 

O livro fica enfadonho por um simples motivo: todos os sentimentos são mútuos. Até quando são ruins. Se um cara fica a fim de outra mulher, ela também fica a fim dele. Se um quer transar, a outra quer. E por aí vai… Chad quis mostrar a realidade trabalhando com sentimentos que são correspondidos a maioria das vezes? Ok, não estou dizendo que não existem sentimentos correspondidos. O que eu estou dizendo é que o livro só “flui” e “dá certo” porque todos sentem a mesma coisa ao mesmo momento. Poucas vezes os sentimentos são diferentes e quando são, a história muda ou dá um jeito de apagá-los. 

O que eu amei no livro foi o fato de que ele traz à tona a misoginia, o racismo, os preconceitos, o sexting e todos os problemas que esse século tem (e alguns que são beeeeeeem antigos também). Melhor ainda, o livro fala dos trolls. O que são os trolls? Segundo um estudo:

“Os trolls operam como agentes do caos na internet, explorando assuntos quentes para fazer com que as pessoas pareçam emocionais ou bobas demais de alguma forma. Se uma vítima cai na armadilha, a trollagem intensifica-se para uma diversão ampliada e sem piedade. Por isso que usuários novatos na rede são sempre advertidos: ‘Não alimentem os trolls!'”, diz o artigo.

O livro mostra uma situação em que os trolls aparecem. Tim Mooney joga online e no chat do jogo, os caras adoram soltar frases carregadas de machismo, racismo e etc. O engraçado é que de acordo com que os comentários vão aparecendo, nós somos apresentados aos personagens por trás dos comentários e, olhe a surpresa, todos não passam de idiotas e não são NADA “corajosos” fora da tela do computador. Um  exemplo? Um cara tem que pedir permissão da noiva e quase chorar para conseguir jogar. 

Finalizando, o livro não tem um final conclusivo. A história termina abruptamente e nos deixa sem saber o que rolou e sem ideia do que vai rolar. E isso é bem ruim. De finais inconclusivos já basta Capitu (pra mim Capitu traiu, gente rs).

SPOILER Ah, se tudo não ficasse uma chatice, de bônus temos um estupro no fim do livro. Sim, aquilo é um estupro, amigxs. 

michael_scott

Esse aqui é o trailer do filme:

PS: Fiquei besta quando descobri que o Ansel Elgort interpretaria o Tim Mooney. Achei que ele faria o babaca do Danny Vance… E mesmo eu não tendo visto o filme, achei a escolha de elenco bem fiel aos personagens. Só não sei por que cargas d’água botaram o Adam Sandler (zzZZzzzZzzZ) no elenco mas a vida continua, né.

PPS: A diagramação, capa e a fonte são um show de bola. 




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Novidades na Estante – 66° Edição

Book Haul por

Esse é o Book Haul da tristeza. Ninguém recebeu nada esse mês e eu recebi um único livro. Esse DVD que tô mostrando é só porque no do mês passado mostrei o errado.

Cibele

bh_fev2015

GANHEI Coração Ardente – Bloodlines 4, Richelle Mead (Seguinte)
COMPREI Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras (DVD)




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Top 8 – Bad boys

Depois de muitos pedirem para nós fazermos um post sobre bad boys de séries, livros e filmes, estamos aqui pra trazer nossas opiniões e resultados. Na maioria dos livros, filmes e séries vai ter um bad boy. Ele pode ser do mal ou do bem ou os dois. Bad boys são aqueles boys magia que sempre nos deixam babando e querendo por mais. Saca só nossa lista: 

Cibele

Em tempos que tem galera por aí desejando um Sr. Grey eu falo apenas: 1) parem de desejar relacionamento abusivo; 2) vem cá ver os bad boys que valem a pena. Já tem aqui no blog um top de mocinhos nada mocinhos, mas nunca é demais falar de Bad Boys.

Patrick Verona: 10 coisas que eu odeio em você é baseado em A Megera Domada e foi transformado em livro pelo David Levithan, mas o que eu fiz questão de colocar na lista é o do filme mesmo. Interpretado pelo Heath Ledger, sempre que eu penso num exemplo de bad boy para desejar lembro dele. Todo mundo acha que ele é super do mal, que vendeu órgãos e dormiu com uma das Spice Girls, mas a verdade é que ele é um fofo que passou o ano anterior cuidando da avó. As pessoas morrem de medo dele, mas ele sempre tratou a Kat muito bem e ainda CANTOU PARA ELA NA FRENTE DA ESCOLA. Sempre que tá passando esse filme eu corro pra casa pra ver pelo menos essa parte? Sim.

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