Tinha Que Ser Ele?

por • 614 Acessos

Tinha Que Ser Ele?

Minha Classificação:
Why Him? IMDb
de John Hamburg
Estreia no Brasil: 23 Dez 2016
País: EUA
Gênero: Comédia
Roteiro: John Hamburg (roteiro), Ian Helfer (roteiro), Jonah Hill (história), John Hamburg (história), Ian Helfer (história)
Elenco: Zoey Deutch, James Franco, Tangie Ambrose, Cedric the Entertainer
Duração: 111 min

O filme conta a mesma história que já vimos 1903890182301 vezes sobre o pai que vai conhecer o namorado da filha que nunca vai ser bom o bastante. Por que acreditar na capacidade de julgamento da adulta que você criou, não é mesmo?

Escrevi a sinopse no primeiro parágrafo com bastante rancor porque normalmente esse tipo de história me incomoda. Eu não veria esse filme se não fosse pelo elenco que mexe com meu coração de fangirl trazendo Bryan Cranston (de Breaking Bad) como o pai e Zoey Deutch (de Academia de Vampiros) como a filha. Que bom que eu gosto das pessoas certas porque esse filme não teve muitos dos clichês dos outros que seguem o mesmo plot. A ideia inicial é sim algo que todo mundo já cansou de ver, mas o desenvolvimento e principalmente o final é diferente do resto.

Essa é mais uma história do Jonah Hill, creditado mesmo só com a história porque o roteiro ficou nas mãos de John Hamburg e Ian Helfer, que já tinha me surpreendido positivamente com os roteiros de Anjos da Lei 1 e 2 que trazem uma ideia esgotada a um lugar totalmente novo, principalmente quando faz graça da própria ideia de reviver uma série antiga. Em Tinha que Ser Ele? a história também tentou fugir do mais do mesmo sempre que possível, mas acabou recaindo a cenas reusadas. Não sei se o que aconteceu foi um pouco de preguiça ou o medo de encher o filme só com novidades e acabar desagradando o público que vai ver o filme esperando rir com as mesmas coisas de sempre.

Depois do roteiro, o maior acerto do filme, para mim, foi a escolha do elenco. Até o James Franco (de quem não gosto por implicância gratuita mesmo) foi incrível como o excêntrico namorado em questão. A atuação do Bryan eu não preciso nem comentar porque se existe um papel onde ele não arrasou e roubou a cena, eu ainda não vi. Fora os principais, as participações especiais vão deixar feliz qualquer um que, assim como eu, assiste várias séries de comédia porque trouxeram muitos atores queridos e conhecidos. A participação especial do final se não é uma das minhas novas cenas favoritas eu não sei o que é.

O filme foi muito divertido e sem dúvida uma boa experiência. Mesmo se você não tiver esse amor pela Zoey e pelo Bryan vale muito a pena porque é sempre bom ver um filme tentando fazer diferente nessa época de remakes infinitos, né? E o final, não podemos esquecer de quão bom foi o final. Sério, vai ver e depois deixa nos comentários se você gostou tanto quanto eu.

        
Sessão de Cinema
0
comentário

Hello, my twenties

por • 2310 Acessos

Hello, my twenties

Minha Classificação:
Age of Youth - 2016 IMDb
Status: 1 temporada (finalizada)
Episódios vistos: 11
Elenco: Ye-ri Han, Seung-Yeon Han, Eun-bin Park, Park Hye-soo
Gênero: Drama, Comédia
Canal Original: Joongang Tongyang Broadcasting Company
Duração do Episódio: 60 minutos

Hello, my twenties ou Age of Youth como também é conhecido, é um dorama que acompanha a vida de cinco estudantes universitárias vivendo na república Belle Epoque. Yoo Eu-Jae, 20 anos, está vindo morar na cidade para cursar psicologia, ela é extramente tímida e não consegue falar para os outros o que a incomoda, sua adaptação na casa acaba sendo muito angustiante até ela conseguir colocar para fora tudo seus sentimentos. Yoon Jin-Myung é a mais velha, 28 anos, e está terminando de cursar administração, extremamente fechada e focada, trabalha em dois empregos para se sustentar. Jung Ye-Eun, 22 anos, cursa nutrição e se esforça para sempre estar bonita e agradar o namorado. Kang Yi-Na, 24 anos, vem de uma família com dinheiro, por isso possui roupas e acessórios caros e não se preocupa com emprego ou com a faculdade e Song Ji-Won, 22 anos, cursa jornalismo e seu sonho é perder a virgindade, frequenta vários encontros às cegas que sempre terminam em amizade.

Após uma noite regada a cerveja para relaxarem, Song conta as garotas que pode ver fantasmas e que um está vivendo na casa com elas, o que acaba trazendo vários sentimentos à tona. Todas ficam imediatamente apreensivas e deixam transparecer que cada uma possui seu próprio fantasma e no decorrer dos episódios vamos ver o desenrolar desses segredos. É difícil achar séries cujo tema principal seja a amizade entre mulheres e Hello, my twenties acaba por se destacar nesse sentido e aborda temas como relacionamento abusivo, prostituição, assédio no trabalho, inveja, famílias disfuncionais e a importância de ter amigos do seu lado nos momentos difíceis. 

Da esquerda para direita: Yoo Eu-Jae, Jung Ye-Eun, Kang Yi-Na, Song Ji-Won e Yoon Jin-Myung

A única que não tem um passado misterioso/assombrado é a Song e por isso ela vive procurando problemas e acaba levando as garotas com ela, melhor personagem do dorama. Enquanto isso as outras tentam resolver seus problemas sozinhas, mas percebem que com ajuda das amigas é muito mais fácil. Um dos problemas da série é que apesar de mostrar um relacionamento abusivo e como é difícil para a vítima se desvencilhar do agressor, um outro relacionamento, que na minha opinião também é abusivo só que em menor medida do que o primeiro, é retratado como um relacionamento legal e fofo. A super proteção e invasão do espaço pessoal e de decisão da outra pessoa também é abusivo, mas acaba sendo retratado como normal ou até mesmo desejável hello, Edward. 

 

Se você nunca viu um dorama essa é uma ótima oportunidade de começar, sério, assim que você começa assistir não consegue mais parar e todos os episódios estão disponíveis na Netflix. Tem algo de vicioso neles. Apesar de ter assistido, até então, apenas doramas colegiais em que questões da sexualidade feminina é reprimida e a timidez e falta de jeito com o sexo oposto é algo amplamente retratado, nesse caso a sexualidade é debatida mais abertamente e apenas a Yoo Eu-Jae que acaba sendo retratada como a garota tímida que foge de um beijo, consensual, e fica constrangida quando falam de sexo perto dela. Apesar de não ter sido anunciado uma segunda temporada, estou torcendo muito por isso, principalmente porque o final ficou em aberto e acredito que ainda tem  história para contar dessas personagens. Deixo vocês com a Song ensinado a Eu-Jae dançar, afinal de contas, jornalistas são as melhores pessoas.

 

      
Resenhas de séries
0
comentário

Lugar Nenhum

por • 2706 Acessos

Lugar Nenhum

Minha Classificação:
Lugar Nenhum goodreads
de
Publicação: em 2016
Gênero:
ISBN: 9788580578997
Título Original: Neverwhere
Páginas: 336
Tradução: Fábio Barreto
Lojas confiáveis para comprar livros:
saraivafnacculturasubmarinoamazonkobokindle
A compra pode render comissão ao blog.

Capa original

Desde o post de Deuses Americanos estava tentando pôr minhas mãos nos livros de Neil Gaiman, e consegui comprar alguns deles numa promoção, e decidi pegar primeiro Lugar Nenhum para ler, mais uma vez, sem sequer saber a sinopse da história. Mais uma vez, um livro sensacional.

Richard Mayhew é um jovem escocês que foi trabalhar em Londres. Três anos depois ele está noivo, tem um ótimo emprego e uma boa vida até encontrar uma moça ferida numa calçada. Ao ajudá-la, a sua vida muda totalmente e ele passa a conhecer a Londres de Baixo.

– Meu jovem, entenda uma coisa: existem duas Londres. A Londres de Cima, onde você vivia, e a Londres de Baixo, o Submundo, onde habitam as pessoas que caem pelas brechas do mundo. Agora você é uma delas. Tenha uma boa noite. Pág. 109

Dizer que esse livro é uma maluquice sem fim é uma atenuação dos fatos. Em Lugar Nenhum, Neil Gaiman mais uma vez nos mostra porque é um dos autores mais aclamados da atualidade, e com certeza fincou sua bandeira no meu hall de favoritos. Nessa releitura fantástica de Londres o autor encaixa uma fantasia totalmente diferente de tudo que já li, figuras surpreendentes e enredo nem um pouco óbvio. Tendo como pano de fundo os esgotos e lugares abandonados dessa cidade, temos Door, uma jovem que abre portas tentando salvar sua vida com a ajuda de marquês De Carabás, ratos e pessoas que falam com ratos, guerreiros milenares, Conde e a não-tão-solícita presença de Richard. Também temos o uso incrivelmente criativo das estações de metrô de Londres e seus respectivos nomes, que têm grande importância no Submundo.

Richard já fora mandado à mer** com mais empolgação e bom humor. Pág. 234

É importante frisar como as personagens femininas são fortes e determinadas, além de cumprirem um papel de destaque na trama. Door é apenas uma adolescente, mas com uma coragem incrível. Em contraponto, Richard, o protagonista, às vezes é bem chatinho e passa várias vergonhas, mas funciona muito bem como o elemento de fora. É ótima a maneira como a história se desenrola, com reviravoltas surpreendentes e uma cadência que penso ser típica do autor. A construção dos personagens é condizente com o tempo do livro, muito bem feita e explorada de formas inusitadas e como esse livro se passa (em suma) nos esgotos, às vezes de forma curiosamente nojenta. Por exemplo, é genial a maneira com a qual Neil Gaiman constrói o Sr. Croup e o Sr. Vandemar para serem comicamente amedrontadores, com seus gestos, aparências, presenças e falas muito bem colocadas ao longo do texto. Enfim, não posso ficar me prolongando na resenha, pois se não, daria spoilers, mas a forma como o autor consegue estruturar esse universo complexo e super incomum em trezentas páginas é apenas sensacional. Recomendo muito a leitura, além de a capa do livro ser linda e ter estampada dentro o mapa do metrô de Londres!

 

        
Resenhas de Livros
0
comentário

Estante Lotada © 2010-2017 Layout: design e programação por Cibele Ramos

    
Nos mudamos de www.euleioeuconto.com para www.estantelotada.com.br, por favor atualize seus feeds & links!